A invisibilidade de mães na universidade
“é como se nós não existíssemos, como se ser mãe não fosse um agravante para a queda do nosso rendimento"
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.154567Palavras-chave:
Graduação, Gênero, Parentalidade, InterseccionalidadeResumo
Este artigo tem como objetivo apresentar os achados encontrados na pesquisa de trabalho de conclusão de curso “Hoje eu me pari: escrevivências como ato de descobertas e resistências acerca da trajetória acadêmica”, realizada em 2023. Ancorada no Feminismo Decolonial e Interseccional, buscou refletir sobre os desafios e as realidades de estudantes mães na graduação. Metodologicamente, foi desenvolvida a escrita de cartas a partir do conceito das “escrevivências”. Concluiu-se que as estudantes mães carregam desvantagens na universidade devido à sobrecarga de trabalho e, consequentemente, falta de tempo para realizar as atividades acadêmicas. Além disso, foi constatado que a depender dos contextos da parentalidade (mãe solo, mãe de pessoa com deficiência, quantidade de filhas/os), pode-se potencializar os desafios encontrados pelas estudantes, o que as vulnerabilizam ainda mais no ambiente acadêmico. Por último, foram levantadas, junto com as voluntárias da pesquisa, sugestões de ações institucionais que, se efetivadas, poderiam contribuir para a vivência plena destas mulheres na graduação.
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