A mulher negra no exercício do magistério
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.154563Palavras-chave:
Mulheres Negras, Magistério, Trajetórias e ExperiênciasResumo
O presente artigo trata-se de um tópico componente da pesquisa desenvolvida em caráter de doutoramento, intitulada Ou você resiste ou desiste: racismo e trajetória de professoras negras em Jundiaí (SP), realizada no Programa de Estudos Pós-graduados em Educação: História, Política e Sociedade, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e defendida em 2022. Objetivou-se responder de que forma ocorreu a formação de seis professoras negras que atuam ou atuaram na educação municipal da cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, considerando suas trajetórias. Nesse ínterim, interessou-nos investigar, por meio de relatos orais, aspectos relacionados à infância, família, qualificação profissional, inserção no mundo do trabalho, percepções sobre identidade étnico-racial e episódios de racismo. Especificamente neste recorte apresentado, tratamos de especificidades relacionadas as suas atuações enquanto professoras, a partir de suas percepções sobre os sentidos presentes na identidade mulher-negra-professora. Como referencial teórico, destacam-se as contribuições de Gomes (1995; 2018) e Gonzalez (2018).
Downloads
Referências
ALBERTI, V. Indivíduo e biografia na história oral. Rio de Janeiro: CPDOC, 2000.
ATAÍDE, Patrícia Costa; NUNES, Iran de Maria Leitão. Feminização da Profissão Docente: as representações das professoras sobre a relação entre ser mulher e ser professora do ensino fundamental. Revista Educação e Emancipação, São Luís, v. 9, n. 1, p. 167-188, jan. 2016.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016
BATISTA, Eliane Ribeiro Dias. Trajetórias de professoras negras em Ituiutaba: de normalistas a professoras do ensino fundamental (1965-1971). Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal de Goiás, 2016.
BRASIL. Lei Federal nº10.639, de 09 de Janeiro de 2003. Altera a Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-brasileira, e dá outras providências).
CARNEIRO, Sueli. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. São Paulo: Selo Negro, 2011
CARNEIRO, Sueli. Escritos de uma vida. Belo Horizonte: Letramento, 2018
CARVALHO, Simone Barboza de. “Ou você resiste ou desiste”: racismo e trajetória de professoras negras em Jundiaí (SP). Tese (Doutorado em Educação). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2022.
CLEMÊNCIO, Maria Aparecida. Professora formada, professora empossada: narrativas de vida, escolarização e profissionalização de professoras afrodescendentes no magistério (Santa Catarina, anos 50 a 70 do século XX). Tese (Doutorado em Educação). Universidade do estado de Santa Catarina, 2016.
DEMARTINI, Zeila de Brito Fabri; ANTUNES, Fátima Ferreira. Magistério primário: profissão feminina, carreira masculina. Cadernos de Pesquisa, 1993, 86: 5-14.
DEPARTAMENTO INTERSIDICAL DE ESTATÍSTCA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS. O trabalho doméstico 10 anos após a PEC das Domésticas, n. 106, p. 1-25, abril de 2023. Disponível em
https://www.dieese.org.br/estudosepesquisas/2023/estPesq106trabDomestico.pdf
Acesso em: 12/08/2025
FONTANA, M. G. Z.; CESTARI, M. J. Cara de empregada doméstica: discursos sobre os corpos de mulheres negras no Brasil. Revista Rua, Edição Especial 20 anos, p. 167-185. Campinas, 2014.
FONTÃO, Luciene. Nos passos de Antonieta: escrever uma vida. Tese (Doutorado em Educação). Universidade Federal de Santa Catarina, 2012.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 4. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977
GOMES Lino, Nilma. A Mulher Negra que Vi de Perto – o processo de construção da identidade racial de professoras negras. Belo Horizonte: Mazza Edições. 1995.
GOMES Lino, Nilma. O movimento negro educador. Petrópolis: Editora Vozes; 2018.
GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: SILVA, L. A. et al. Movimentos sociais urbanos, minorias e outros estudos. Ciências Sociais Hoje, Brasília, ANPOCS n. 2, p. 223-244, 1983.
GONZALEZ, Lélia. Primavera para as rosas negras. São Paulo: UCPA Editora, 2018.
HASENBALG, Carlos; GONZALEZ, Lélia. Lugar de negro. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1982.
IPEA – INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA et al. Retrato das desigualdades de gênero e raça. 4ª ed. Brasília: Ipea; ONU Mulheres; SPM; SEPPIR, 2013. Disponível em:<http://www.ipea.gov.br/retrato/pdf/revista.pdf>
Acesso em 23 de jul. de 2025.
IPEA – INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA et al. Observatório Brasil da Igualdade de Gênero. Impacto da Crise sobre as Mulheres. Brasília: IPEA: SMP: OIT, 2009. Disponível em:
<http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/Livro_Impacto_da_crise_sobre_mulheres_port.pdf>Acesso em 23 de jul. de 2025.
LOBOSCO, Márcia de Souza Silva Lengruber. Trajetórias de professoras negras no município de Nova Friburgo: narrativas e memórias. Dissertação (Mestrado em Educação). Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, 2015.
MARIANO, Maria José. A história da educação de Valença - segunda metade do século XX: memória de professoras negras. Tese (Doutorado em Educação). Universidade Estadual da Bahia, 2015.
NASCIMENTO, Cleonice Ferreira do. Histórias de vida de professoras negras: trajetórias de sucesso. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Mato Grosso, 2012.
OLIVEIRA, Arlete dos Santos. Mulheres Negras e Educadoras: de amas-de-leite a professoras. Dissertação (Mestrado em Educação), Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2009.
PAULA, Marise Vicente de. De escrava à empregada doméstica: o fenômeno da (in) visibilidade das mulheres negras. Revista Latino-americana de geografia e Gênero. Ponta Grossa, v. 3, n. 2, ago-dez/2012. pp. 155-164.
PORTELLI, Alessandro. Forma e significação da história oral. A pesquisa como um experimento de igualdade. Projeto História. São Paulo, n.14, p. 7-24, fev. 1997.
RATTS, Alex. Eu sou Atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial/Instituto Kuanza, 2007.
ROMÃO, Jeruse Maria (org.). História da educação do negro e outras histórias. Coleção Educação para todos. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.
ROMÃO, Jeruse Maria (org.). Experiências educacionais em Santa Catarina. Cadernos de Pesquisa, n. 63, Fundação Carlos Chagas, 2013, p.140.
ROMÃO, Jeruse Maria (org.). Antonieta de Barros: professora, escritora, jornalista, primeira deputada catarinense e negra do Brasil. Florianópolis: Editora Cais, 2021
SILVA, Tatiana Dias; GOES, Fernanda Lira. Igualdade racial no Brasil: reflexões no Ano Internacional dos Afrodescendentes. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013.
SILVA, M. L. da. Memória dos professores negros e negras da UNILAB: tecendo saberes e práxis antirracistas. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Nove de Julho, 2016.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Copyright (c) 2026 ILUMINURAS

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
-
Todo o conteúdo do periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons do tipo atribuição BY 4.0.
O envio dos trabalhos implica a cessão imediata e sem ônus dos direitos de publicação para a revista, a qual é filiada ao sistema Creative Commons, atribuição CC 4.0. O autor é integralmente responsável pelo conteúdo do artigo e continua a deter todos os direitos autorais para publicações posteriores do mesmo, devendo, se possível, fazer constar a referência à primeira publicação na revista. Esta não se compromete a devolver as contribuições recebidas.
-
O(s) autor(es) que submete (m) artigos para publicação na revista Iluminuras são legalmente responsáveis pela garantia de que o trabalho não constitui infração de direitos autorais, isentando a Revista Iluminuras quanto a qualquer falha quanto a essa garantia.