A invisibilidade de mães na universidade

“é como se nós não existíssemos, como se ser mãe não fosse um agravante para a queda do nosso rendimento"

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.154567

Palavras-chave:

Graduação, Gênero, Parentalidade, Interseccionalidade

Resumo

Este artigo tem como objetivo apresentar os achados encontrados na pesquisa de trabalho de conclusão de curso “Hoje eu me pari: escrevivências como ato de descobertas e resistências acerca da trajetória acadêmica”, realizada em 2023. Ancorada no Feminismo Decolonial e Interseccional, buscou refletir sobre os desafios e as realidades de estudantes mães na graduação. Metodologicamente, foi desenvolvida a escrita de cartas a partir do conceito das “escrevivências”. Concluiu-se que as estudantes mães carregam desvantagens na universidade devido à sobrecarga de trabalho e, consequentemente, falta de tempo para realizar as atividades acadêmicas. Além disso, foi constatado que a depender dos contextos da parentalidade (mãe solo, mãe de pessoa com deficiência, quantidade de filhas/os), pode-se potencializar os desafios encontrados pelas estudantes, o que as vulnerabilizam ainda mais no ambiente acadêmico. Por último, foram levantadas, junto com as voluntárias da pesquisa, sugestões de ações institucionais que, se efetivadas, poderiam contribuir para a vivência plena destas mulheres na graduação.

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Publicado

2026-10-31

Como Citar

PEREIRA SOARES, Daiane; MOTA DE SOUSA, Kássia; JOSÉ GOMES DA ROCHA, Jailson. A invisibilidade de mães na universidade: “é como se nós não existíssemos, como se ser mãe não fosse um agravante para a queda do nosso rendimento". ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 27, n. 74, p. 252–277, 2026. DOI: 10.22456/1984-1191.154567. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/154567. Acesso em: 2 nov. 2026.