Memórias/contos de recreio
narrativas autobiográficas e a educação das sensibilidades no cotidiano escolar
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.153073Palavras-chave:
Memória escolar, Narrativas autobiográfica, Educação das sensibilidades, Cotidiano escolar, Re-existênciaResumo
Este artigo investiga como as narrativas autobiográficas, produzidas por estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental, atuam como dispositivos de memória, sensibilidade e re-existência no espaço escolar. A partir de uma pesquisa-intervenção cartográfica, inspirada em Deleuze, Guattari e Freire, acompanhamos o cotidiano de uma escola pública, com destaque para a emergência dos “Contos de Recreio” — narrativas breves que convertem episódios cotidianos em matéria de reflexão coletiva e registro sensível. A análise evidencia que a leitura e a escrita operam como ferramentas de educação das sensibilidades, permitindo a ressignificação de experiências e a articulação entre subjetividades e questões comunitárias. Conclui-se que essas narrativas constituem arquivos vivos de memória escolar, que desafiam a massificação curricular e promovem uma práxis educativa sensível, na qual o desejo atua como força criadora e potência histórica e formativa.
Downloads
Referências
ABRANCHES, Graça. Guia para uma Linguagem Promotora da Igualdade entre Mulheres e Homens na Administração Pública. Lisboa: Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, 2009. Disponível em:<https://www.cig.gov.pt/siic/pdf/2014/siic-Linguagem.pdf>. Acesso em: 24 set. 2025.
BARROS, Laura Pozzana de; KASTRUP, Virgínia. Cartografar é acompanhar processos. In: PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia. Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade (Orgs.). Porto Alegre: Sulina, 2009.
CUNHA, Cícero Leão da. O texto como produção do desejo nos anos finais do Ensino Fundamental. 2024. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação) – Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Educação, Vitória, ES, 2024. Disponível em: <https://educacao.ufes.br/pt-br/pos-graduacao/PPGMPE/detalhes-da-tese?id=21392>. Acesso em: 17 set. 2024.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol. 1. Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1995.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é a Filosofia? 3.ed. Trad. Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz. São Paulo: Editora 34, 2010.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol. 4. Tradução de Suely Rolnik. São Paulo: Editora 34, 1997.
DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição. Tradução de Luiz Orlandi e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal, 1988.
DELEUZE, Gilles; PARNET, Claire. Diálogos. Trad. Eloisa Araújo Ribeiro, São Paulo: Escuta, 1998.
DELEUZE, Gilles. Proust e os signos. Tradução de Antônio Piquet e Roberto Machado. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Kafka: por uma literatura menor. Tradução Cíntia Vieira da Silva; revisão da tradução - Luiz B. L. Orlandi. – 1 ed. – Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2015.
DELEUZE, Gilles. Lógica do sentido. Tradução de Luiz Roberto Salinas Fortes. São Paulo: Perspectiva, 2015. – (Estudos; 35 / dirigida por J. Guinsburg).
DELEUZE, Gilles. A ilha deserta: e outros textos. São Paulo, Iluminuras, 2006 (4ª. reimp., 2019).
FARIA, Izaque Moura de; GOMES, Larissa Ferreira Rodrigues. O Zigue-Zague Curricular: insurgências ante políticas de formatação da docência no Brasil. Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 34, n. 77, p. 99–116, 2025. Disponível em: <https://www.revistas.uneb.br/faeeba/article/view/21818>. Acesso em: 30 set. 2025.
FERRAÇO, Carlos Eduardo. Pesquisa com o cotidiano. In: Educ. Soc., Campinas, v. 28, n. 98, p. 73-95, jan./abr. 2007. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/es/a/syPBCCTQ76zF6yTDmPxd4sG/?format=pdf&lang=pt> Acesso em: 44 set. 2025.
FERRAÇO, Carlos Eduardo. Currículos em redes e pesquisas com o cotidiano e... Movimentos, repetições e diferença na imanência de uma vida. – Curitiba: CRV, 2021.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967.
FREIRE, Paulo; MACEDO, Donaldo. Alfabetização: leitura do mundo, leitura da palavra. Tradução de Lólio Lourenço de Oliveira. – Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.
FREIRE, Paulo. Educação e mudança. Tradução de Moacir Gadotti e Lillian Lopes Martins. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. – 55 ed. – Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2019.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. – 64. Ed. – Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2017.
FOUCAULT, Michel. Dits et écrits, vol. IV (1980-1988). Paris: Gallimard, 1994.
GOMES, Larissa Ferreira Rodrigues; SUBTIL, Rayra Sarmento Ferreira; GOUVEIA, Claudineia Rossini. Entre a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental: o que enunciam as crianças?. Revista Eletrônica de Educação, [S. l.], v. 18, n. 1. Disponível em: <https://www.reveduc.ufscar.br/index.php/reveduc/article/view/6847>. Acesso em: 20 set. 2025.
LARROSA, Jorge. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, ANPEd, n. 19, p. 20-28, Abr. 2002. Disponível em: <https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5699733/mod_resource/content/1/BOND%C3%8DA_Notas%20sobre%20a%20experi%C3%AAncia.pdf>. Acesso em: 20 set. 2025.
LAZZARATO, Maurizio. Signos, Máquinas, subjetividades. Tradução de Paulo Domenech Oneto com a colaboração de Hortência Lencastre. 1ª. ed. – São Paulo: Edições Sesc São Paulo, 2014.
PAIS, José M. Vida cotidiana: enigmas e revelações. São Paulo: Cortez, 2003.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 ILUMINURAS

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
-
Todo o conteúdo do periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons do tipo atribuição BY 4.0.
O envio dos trabalhos implica a cessão imediata e sem ônus dos direitos de publicação para a revista, a qual é filiada ao sistema Creative Commons, atribuição CC 4.0. O autor é integralmente responsável pelo conteúdo do artigo e continua a deter todos os direitos autorais para publicações posteriores do mesmo, devendo, se possível, fazer constar a referência à primeira publicação na revista. Esta não se compromete a devolver as contribuições recebidas.
-
O(s) autor(es) que submete (m) artigos para publicação na revista Iluminuras são legalmente responsáveis pela garantia de que o trabalho não constitui infração de direitos autorais, isentando a Revista Iluminuras quanto a qualquer falha quanto a essa garantia.