Antropologia do cotidiano
Narrativas e poéticas visuais na memória e representação de uma infância rural
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.145836Palavras-chave:
História e memória oral, Poética cotidiana, Poéticas/narrativas visuais, Decolonialidade, Antropologia da arteResumo
O artigo parte de uma perspectiva desobediente para representar memórias de um lugar de não-interesse quando visto pelas lentes do objetivismo positivista. Tratar de lugares da infância rural de pessoas não-celebridades, não interessa à ciência positivista. Todavia, tempos outros são os atuais, em que a história passa por revisionismo, momento em que, aos anônimos é dado voz. A retomada decolonial busca dar voz aos silenciados e anônimos deixados à margem como despossuídos e irrepresentáveis. O artigo apresenta lugares de infâncias outras, objetos/artefatos, alimentação, arquitetura rudimentar, meio ambiente. Rememorar infâncias e lugares tidos como não-lugares (Certeau) é um ato de desobediência (Vergès). Para produzir poéticas do cotidiano outrora vivido, porém, nunca esquecido, utiliza-se fotografias de espaços e modos de vida para que estes possam, enquanto memória representada, resistirem ao tempo. Utilizou-se a perspectiva teórica das narrativas orais e de vida para representar lugares da infância como poéticas do cotidiano. Conclui-se que falar sobre micro localidades, contribui para uma história mais dinâmica.
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