Cara, é mágica: a sensibilidade etnográfica da pessoa com baixa visão

Autores

  • Matheus Henrique Dias Silva Programa de Pós Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS)
  • Leonardo Carboniery Campoy Universidade Federal de Pernambuco https://orcid.org/0000-0002-2686-0768

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.134959

Palavras-chave:

baixa visão, Subjetivação, etnografia, deficiência

Resumo

Partindo das narrativas de pessoas sobre suas experiências visuais, o artigo objetiva compreender a baixa visão na chave da subjetivação. Trata-se, portanto, de ir além das definições biomédicas da baixa visão para entendê-la como uma realidade corpórea, relacional e situada fundamental para a formulação de modos de ser e estar no mundo. Como recurso analítico para refletir sobre as formas de subjetivação das pessoas com baixa visão, o artigo propõe uma analogia com a etnografia. Ou seja, o argumento do artigo convida o leitor a pensar a baixa visão como uma espécie de etnografia, assim como a ler a própria etnografia como uma forma ‘aleijada’ de produção do conhecimento.

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Publicado

2024-02-15

Como Citar

SILVA, M. H. D.; CAMPOY, L. C. Cara, é mágica: a sensibilidade etnográfica da pessoa com baixa visão. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 24, n. 66, 2024. DOI: 10.22456/1984-1191.134959. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/134959. Acesso em: 12 abr. 2024.