A VULNERABILIDADE ALGORÍTMICA: o corpo digital como arena de desejo e validação na era da inteligência artificial

Autores

Palavras-chave:

Discurso, Estética, Psicanálise, Redes sociais, Subjetividade

Resumo

No contexto das redes sociais contemporâneas, as interações com corpos digitais reconfiguram profundamente os padrões de subjetividade, desejo e validação. Este estudo analisa o perfil fictício @sulistavaqueirapv, uma persona gerada por inteligência artificial que performa vulnerabilidade para engajamento e validação da audiência. A partir das perspectivas teóricas da psicanálise, especialmente sobre economia do desejo e o olhar do Outro, investiga-se como a autodeclaração de falta e simplicidade (feia e pobre, da roça) mobiliza dinâmicas de gozo no público e reforça estéticas heteronormativas. A análise discursiva aborda legendas, engajamento nos comentários e elementos visuais, considerando os impactos da estética da vulnerabilidade programada. Este artigo revela a performatividade estratégica como tática de validação, destacando as implicações socioculturais, éticas e psicanalíticas de construções digitais inovadoras. O estudo contribui para compreender a interseção entre estética, tecnologia e subjetividade.

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Biografia Autor

Giselly Tiago Ribeiro Amado, Universidade Federal de Uberlândia

Doutora e Mestra em Estudos Linguísticos pela UFU (Universidade Federal de Uberlândia), com graduação em Letras: Língua Inglesa e Literaturas (UFU) e Letras: Língua Portuguesa (Uninter). Pesquisadora nos grupos Linguagem Humana e Inteligência Artificial, O Corpo e a Imagem no Discurso e Diferença e Repetição: Genéticas e Cartografia. Integra o Laboratório de Psicopatologia da UFG (Universidade Federal de Goiás), articulando linguagem, subjetividade e psicanálise. Tem desenvolvido pesquisas decoloniais sobre ensino de inglês mediado por TICs e IA ética, além de subjetivação, discursividade e corpo na interface linguagem-tecnologia.

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Publicado

2026-08-01

Como Citar

Tiago Ribeiro Amado, G. (2026). A VULNERABILIDADE ALGORÍTMICA: o corpo digital como arena de desejo e validação na era da inteligência artificial. Revista Húmus, 16(48). Obtido de https://seer.ufrgs.br/index.php/humus/article/view/154863

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