EM BUSCA DE UMA PSICANÁLISE NEGATIVA: a periferia como lugar de escuta e inclusão

Autores

Palavras-chave:

Psicanálise Negativa, Escuta Periférica, Despossessão, Dialética Negativa

Resumo

Este artigo propõe os fundamentos de uma psicanálise negativa, voltada para o acolhimento do sofrimento psíquico de populações marginalizadas pelo neoliberalismo. Critica-se a psicanálise tradicional por seu alinhamento, via noções de adaptação e cura, com a violência simbólica desse sistema. Propõe-se, em contrapartida, uma clínica da não-reconciliação, operando nas periferias como território do não-idêntico. A base teórica articula a negatividade em Freud e Lacan com a dialética negativa de Adorno, posicionando o sujeito periférico como encarnação do Real – aquilo que resiste à simbolização e se manifesta no racismo, na violência e na precariedade. Com Žižek, analisa-se o gozo na submissão à ordem opressiva. Como resposta ética, recorre-se à despossessão como prática de “desaprender” identidades fixas. A psicanálise negativa, por meio da escuta periférica, recusa a patologização da diferença e transforma o setting em espaço de crítica social e emergência de novas subjetividades.

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Biografia do Autor

Vladimir Luis de Oliveira, Coletivo Periférico - Partido dos Trabalhadores (Pinhais-PR)

Formado em História (1995) - UFPR, Mestre em Sociologia Política (1999) UFSC, Doutor em História – UFPR (2003), Pós-Doutor em Geografia – UFPR (2012). Psicanalista Periférico (Escola Psicanalítica de Escuta Periphérica). E-mail: vladimir.yoga.br@gmail.com; prof.vladi@gmail.com

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Publicado

01-04-2026

Como Citar

de Oliveira, V. L. (2026). EM BUSCA DE UMA PSICANÁLISE NEGATIVA: a periferia como lugar de escuta e inclusão. Revista Húmus, 16(47). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/humus/article/view/155147

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