REPRESENTATIVIDADE MIDIÁTICA E CONSTITUIÇÃO PSÍQUICA: um olhar psicanalítico sobre a autoestima da população LGBTQIAPN+ no Brasil

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Mots-clés :

Psicanálise, Mídias, Representatividade, Autoestima, LGBTQIAPN+

Résumé

Na pós-modernidade, marcada pelo avanço tecnológico e pela ubiquidade das mídias, a construção da identidade é fortemente influenciada pelo que é veiculado nos espaços midiáticos. No contexto neoliberal, certos corpos são privilegiados, enquanto subjetividades LGBTQIAPN+ frequentemente são marginalizadas. Este estudo tem como objetivo discutir de que modo a representatividade midiática impacta a autoestima e os processos de reconhecimento identitário das populações LGBTQIAPN+. Compreende-se que a mídia opera como um Outro simbólico, capaz de legitimar ou marginalizar existências por meio das imagens e discursos que produz e circula. A ausência, distorção ou estereotipação dessas identidades reforça desigualdades, dificulta os processos identificatórios e amplia a distância entre o Ideal de Eu socialmente valorizado e o Eu percebido, contribuindo para sentimentos de desvalorização e exclusão. Assim, a democratização passa pela ampliação de representações diversas na mídia, o que se configura como um compromisso ético e político fundamental para o fortalecimento da autoestima, do reconhecimento social e da cidadania de sujeitos historicamente marginalizados. 

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Yago Felipe Dias, UNESP

Psicólogo formado pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"; (UNESP), campus Bauru

Érico Bruno Viana Campos, UNESP

Professor associado do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual
Paulista "Júlio de Mesquita Filho"; (UNESP), campus Bauru.

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Publiée

2026-04-01

Comment citer

Dias, Y. F., & Campos, Érico B. V. (2026). REPRESENTATIVIDADE MIDIÁTICA E CONSTITUIÇÃO PSÍQUICA: um olhar psicanalítico sobre a autoestima da população LGBTQIAPN+ no Brasil . Revista Húmus, 16(47). Consulté à l’adresse https://seer.ufrgs.br/index.php/humus/article/view/155152

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