POLÍTICA LINGUÍSTICA ESCOLAR NO HAITI: colonialidade da língua e exclusão corporal

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Mots-clés :

Haiti, Política linguística escolar, Crioulo haitiano, Colonialidade do saber, Exclusão linguística

Résumé

Este artigo analisa a política linguística escolar no Haiti, com foco na centralidade do francês como língua de instrução no sistema educacional. A partir de uma abordagem qualitativa, baseada na análise de documentos oficiais da política educacional, investiga-se de que modo a hierarquização entre o francês e o crioulo haitiano estrutura práticas escolares e produz desigualdades linguísticas, epistêmicas e corporais. O referencial teórico articula contribuições de Fanon (2008), Freire (1987), Foucault (1987), Quijano (2000), Walsh (2019) e Walsh, Oliveira e Candau (2018). Os resultados indicam que o francês é naturalizado como língua legítima do saber escolar, operando como dispositivo de controle simbólico e disciplinar, enquanto o crioulo haitiano é deslegitimado como língua de produção do conhecimento. Ao mesmo tempo, identificam-se práticas de reexistência linguística que tensionam a lógica colonial e apontam para a necessidade de uma educação decolonial.

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Biographie de l'auteur

Maxo St Victor, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Doutorando em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Mestre em História, Memória e Patrimônio pela Universidade Estadual do Haiti (UEH) e pela Universidade Laval (ULaval). Graduado em História pela Universidade Estadual do Haiti (UEH). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas História e Sociedade nos Campos Gerais – HISTEDBR (UEPG). Email: 240302100000@uepg.br

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Publiée

2026-04-01

Comment citer

St Victor, M. (2026). POLÍTICA LINGUÍSTICA ESCOLAR NO HAITI: colonialidade da língua e exclusão corporal. Revista Húmus, 16(47). Consulté à l’adresse https://seer.ufrgs.br/index.php/humus/article/view/152542

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