Cibercorpos femininos na mira de comentários de sexualização e assédio em vídeos de “dancinhas” no TikTok

Autori

Parole chiave:

Tiktok, Cibercorpos, Cibercultura, Heteronormatividade, Assédio

Abstract

Recentemente, o TikTok consolidou-se como uma das principais plataformas digitais entre as/os jovens, tornando-se um espaço de expressão e compartilhamento cultural. Fenômenos como as “dancinhas” ganharam destaque, refletindo tendências culturais e servindo como potentes formas de expressão identitária. Na cibercultura, os cibercorpos juvenis femininos emergem como arenas de significação e poder, nos quais marcadores de gênero e sexualidade atravessam a constituição das subjetividades juvenis. Por meio da cartografia online, investigamos os cibercorpos femininos nas “dancinhas” compartilhadas no TikTok e que são constantemente bombardeadas por comentários de sexualização e assédio. Embora marcados por uma lógica patriarcal e heteronormativa, tais comentários também abrem brechas para resistências e reconfigurações identitárias.

Downloads

I dati di download non sono ancora disponibili.

Biografie autore

Jéssica Coelho Parreira da Silva, Programa de Pós-Graduação em Educação (ProPEd) e Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro (RJ)

Mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (ProPEd) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professora do ensino fundamental na Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Integrante do Grupo de Pesquisa Juventude, Educação, Gênero e Sexualidade na Cibercultura (JEGESC).

Dilton Ribeiro Couto Junior, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Doutor em Educação (UERJ). Professor adjunto na UERJ e no ProPEd/UERJ. Líder do Grupo de Pesquisa Juventude, Educação, Gênero e Sexualidade na Cibercultura (JEGESC). Bolsista Prociência UERJ/FAPERJ.

Felipe Carvalho, Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Saúde (PPGECS/UNIGRANRIO) e Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estácio de Sá (PPGE/UNESA)

Doutor em Educação (UERJ). Professor do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Saúde (PPGECS/UNIGRANRIO) e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estácio de Sá (PPGE/UNESA). Coordenador do Grupo de Pesquisa em Educação e Cibercultura (GPEC/CNPq).

Riferimenti bibliografici

BUTLER, Judith. CORPOS QUE PESAM: sobre os limites discursivos do sexo. In: LOURO, Guacira Lopes (Org.). O corpo educado. Pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte. Autêntica, 2000, p. 151-172.

BUTLER, Judith. PROBLEMAS DE GÊNERO: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 2003.

CARVALHO; Felipe da Silva Ponte de; POCAHY, Fernando. O método cartográfico na/com a formação na cibercultura. RE@D - Revista de Educação a Distância e Elearning, Lisboa, v. 3, n. 1, p. 62-77, mar./abril 2020. Disponível em: <https://bit.ly/33t3oe9>. Acesso em: 4 maio 2021.

__________________________________________. CIBERCARTOGRAFIA: uma abordagem ético-epistêmico-metodológica na cibercultura. In: OSWALD, Maria Luiza; FERNANDES, Adriana Hoffmann; SILVA, Dagmar Mello; COUTO JUNIOR, Dilton Ribeiro; FERREIRA, Helenice Mirabelli Cassino (Orgs.). METODOLOGIAS DE PESQUISA ONLINE: investigando em/na rede com o outro. Rio de Janeiro. Ayvu, 2023, p.175-203.

COUTO JUNIOR, Dilton Ribeiro; FERREIRA, Helenice Mirabelli Cassino; OSWALD, Maria Luiza Magalhães Bastos. Compartilhando experiências sobre o “armário”: as conversas online como procedimento metodológico da pesquisa histórico-cultural na cibercultura. Interfaces Científicas – Educação, Aracaju, v. 6, n. 1, p. 23-34, out. 2017. Disponível em: <https://bit.ly/2zRX7KV>. Acesso em: 26 out. 2017.

DAYRELL, Juarez. O jovem como sujeito social. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 24, p. 40-52, set./out./nov./dez., 2003. Disponível em: <https://encr.pw/1csNS>. Acesso em: 10 ago. 2024.

KASTRUP, Virgínia. O funcionamento da atenção no trabalho do cartógrafo. In: PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia; ESCÓSSIA, Liliana (Orgs.). PISTAS DO MÉTODO DA CARTOGRAFIA: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre. Sulina, 2015, p. 32-51.

LOURO, Guacira Lopes. Conhecer, pesquisar, escrever... Educação, Sociedade e Culturas, Porto, v. 1, n. 25, p. 235-245, 2007.

__________________. UM CORPO ESTRANHO: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. 2. Ed. Belo Horizonte. Autêntica, 2013.

NOLASCO-SILVA, Leonardo; MADDALENA, Tania Lucía. O corpo, a tela e a produção de presença na EaD. EaD em foco, Rio de Janeiro, v.12, n. 3, e1915, 2022. Disponível em: <https://encurtador.com.br/MNdoN>. Acesso em: 9 jan. 2025.

PARAÍSO, Marlucy Alves. METODOLOGIAS DE PESQUISAS PÓS-CRÍTICAS EM EDUCAÇÃO E CURRÍCULO: trajetórias, pressupostos, procedimentos e estratégias analíticas. In: MEYER, Dagmar Estermann; PARAÍSO, Marlucy Alves (Orgs.). Metodologias de pesquisas pós-críticas em educação. Belo Horizonte. Mazza Edições, 2014, p. 25-47.

PRECIADO, Paul Beatriz. Manifesto Contrassexual. São Paulo. N-1 Edições, 2014.

SHOPIFY. TikTok no Brasil: estatísticas e dicas. 2024. Disponível em: <https://www.shopify.com/br/blog/tiktok-brasil>. Acesso em: 20 jan. 2025.

TEIXEIRA, Marcelle Medeiros. NA PANDEMIA NEM TUDO QUE RELUZ É OURO: discutindo fake news e o fenômeno da pós-verdade em tempos de necropolítica no Brasil. 2022. Dissertação (Mestrado em Educação, Cultura de Comunicação) - Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, 2022. Disponível em: <https://encr.pw/D9yuF>. Acesso em: 5 ago. 2023.

TIKTOK. Diretrizes da Comunidade TikTok. Disponível em: <https://www.tiktok.com/community-guidelines>. Acesso em: 15 set. 2024.

##submission.downloads##

Pubblicato

2025-04-01

Come citare

Silva, J. C. P. da, Couto Junior, D. R., & Carvalho, F. (2025). Cibercorpos femininos na mira de comentários de sexualização e assédio em vídeos de “dancinhas” no TikTok. Revista Húmus, 15(44). Recuperato da https://seer.ufrgs.br/index.php/humus/article/view/150678

Articoli simili

Puoi anche Iniziare una ricerca avanzata di similarità per questo articolo.