O feminismo lésbico interroga a heteronormatividade da psicanálise

Autores

Palavras-chave:

Psicanálise, Feminismo Lésbico, Sexualidade, Gênero, Identidade

Resumo

Este artigo examina as contribuições do feminismo lésbico e queer, destacando Gayle Rubin, Monique Wittig e Judith Butler em sua crítica à psicanálise. Ao delinear e desestabilizar os regimes regulatórios de sexo, gênero e desejo, essas autoras promovem uma retificação necessária ao campo psicanalítico, denunciando a matriz cisheteronormativa e binária na produção de saber. A psicanálise não está isenta de um exame crítico da epistemologia hegemônica que estrutura seus alicerces teóricos e sua prática clínica. Apostamos na potência contemporânea de uma psicanálise advertida pelo feminismo destas autoras, reconhecendo a potência de suas subversões e denúncias. Por fim, é preciso indicar que as três autoras abordadas são pesquisadoras brancas, cis e lésbicas do Norte Global, operando, portanto, a partir de um horizonte epistemológico específico. Assumimos suas lacunas e alcances como aberturas a perspectivas decoloniais que valorizem o que o próprio texto psicanalítico apresenta de fissuras e tensões que permitem interrogar regimes de opressão.

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Biografias Autor

Fernanda Renaux, UFRJ

Psicóloga, Mestre em Teoria Psicanalítica (UFRJ)

Maria Cristina Candal Poli, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Psicanalista, Doutora em Psicologia (U. Paris13), Profa. Titular IP/UFRJ

Produtividade em Pesquisa (CNPq)

Cientista do Estado (FAPERJ)

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Publicado

2025-12-20

Como Citar

Renaux, F., & Candal Poli, M. C. (2025). O feminismo lésbico interroga a heteronormatividade da psicanálise. Revista Húmus, 15(46). Obtido de https://seer.ufrgs.br/index.php/humus/article/view/151719

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