Análise do Uso e Representações da IA Generativa no Contexto do Ensino-Aprendizagem entre Professores de uma Universidade Pernambucana
Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Inteligência Artificial Generativa, Educação midiática, Representações sociaisResumo
As representações sociais que professores constroem sobre novas tecnologias condicionam diretamente suas práticas educativas. Com a difusão da Inteligência Artificial Generativa no ensino superior, essa relação ganha urgência investigativa. Por isso, este trabalho tem como objetivo analisar os usos e as representações sociais e individuais da Inteligência Artificial Generativa entre professores de educação de uma universidade pernambucana. Por meio de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa, aplicou-se um questionário online com 17 questões organizadas em três blocos temáticos a dez docentes com experiência mínima de seis anos no ensino superior, selecionados por amostragem não probabilística intencional. Os dados foram analisados por meio de ciclos de codificação qualitativa, com apoio do software Atlas.ti. Os resultados revelam que nove dos dez respondentes já utilizaram ferramentas de Inteligência Artificial Generativa, predominantemente para pesquisa e produção de textos, sendo o ChatGPT a ferramenta mais utilizada. Identificou-se como representação social dominante a percepção da inevitabilidade dessas tecnologias no contexto educacional. As avaliações dos resultados obtidos com essas ferramentas foram majoritariamente positivas, embora apenas quatro dos dez docentes demonstraram consciência sobre a importância da engenharia de prompt. Constatou-se ainda uma ambivalência entre a percepção de benefícios, como economia de tempo, e preocupações, especialmente relacionadas ao plágio, evidenciando a necessidade de formação específica para integração crítica dessas tecnologias às práticas pedagógicas.
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