O ATO DE ESCREVER NA ERA DIGITAL: Implicações Éticas e Epistêmicas para a Pesquisa e o Ensino-Aprendizagem no Campo do Direito
Palabras clave:
Escrever, Pesquisa, Ensino-aprendizagem, Direito, Inteligência Artificial, Ética acadêmicaResumen
O artigo aborda o ato de escrever e sua importância para o ensino-aprendizagem e a pesquisa no campo do Direito, em diálogo com os desafios contemporâneos impostos pela Inteligência Artificial Generativa. Examina os riscos éticos e epistêmicos decorrentes da delegação irrefletida da escrita a sistemas automatizados, destacando a relevância da escrita como exercício afirmativo da autonomia humana, da liberdade e da alteridade. Desenvolvido por meio de uma abordagem dialógico-exploratória, o estudo reconhece a escrita como um ato necessariamente dialógico e sustenta que a ética acadêmica, a autoria responsável e o uso crítico da IA constituem dimensões indissociáveis de uma formação jurídica genuína. Argumenta-se, por fim, que essa perspectiva pode exercer um potencial transformador sobre a pesquisa e o ensino-aprendizagem em Direito, frequentemente marcados por excessivo rigor e formalismo, os quais podem atuar como forças opressoras e inibir os processos de aprender, pesquisar e produzir conhecimento.
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Citas
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