Chamada de artigos: HA 76 - Branquitude

2025-07-09

Organizadores:

Denise F. Jardim (UFRGS)

denise.jardim@ufrgs.br

Stella Z. Paterniani (Unicamp)

stellazp@unicamp.br

Vitor Queiroz (UFRGS)

queiroz.avila@ufrgs.br

Nilma Lino Gomes (UFMG)

nilmalinogomes@gmail.com

 

Submissão de artigos PRORROGADA até 31 de outubro de 2025

 

Branquitude

O tema das relações raciais e do antirracismo tem exigido análises acuradas sobre os modos como a branquitude se revela e interfere nas relações étnico-raciais. Quais as dinâmicas e os efeitos que os pressupostos e ações pautadas pela branquitude engendram na sociedade atual? Como cientistas sociais de diversas áreas conduzem suas pesquisas e de que modo suas experiências de racialização fazem parte de suas práticas científicas? Este volume aponta para construção de espaços de reflexão sobre relações raciais na formação de pesquisadores/as que buscam por espaços de letramento racial crítico. Pretende-se reunir reflexões que examinam a branquitude como dispositivo de poder relacional.

O termo branquitude não é recente e o par branquitude/branquidade abarca desde reflexões que remontam à plantation no século XVI até a contextos históricos de luta anticolonial do século XX, com a crítica da hipervisibilização da raça como forma de poder, a outrificação e a desumanização de gentes por meio da racialização. Mesmo que a branquitude se constitua autoimune ao racialismo, torna-se central ao projeto antirracista inspecioná-la, bem como sua capacidade social e simbólica de constituir e estruturar acessos a privilégios, formas exclusivas de espaços, repertórios e lugares de poder. A branquidade permite-nos enfatizar o modo de produção de conhecimento e dos Outros orientado pelo espraiamento da brancura como norma, e aponta para as formas mais comuns de legitimação do supremacismo branco e da antinegritude e a impossibilidade ontológica da vida negra.

 

Whiteness

The ongoing discussions regarding race relations and anti-racism demand in depth analysis of how whiteness manifests itself and influences race and ethnic relations. What are the dynamics and effects of assumptions and actions rooted in whiteness within contemporary society? How do social scientists across various disciplines conduct their research while acknowledging their own experiences of racialization as part of their scientific practices? This volume points to the contemplation on race relations within the training of researchers who seek spaces for critical racial literacy. The goal is to gather reflections that scrutinize whiteness as a relational power device.

The term whiteness is not a novelty and encompasses a spectrum of reflections dating back to the era of plantations in the 16th century, to historical contexts marked by anti-colonial struggles in the 20th century. These reflections have criticized the hypervisibility of race as a form of power as well as the dehumanization of peoples through racialization. Even though whiteness constructs itself as autoimmune to racial categorization, it remains central to the anti-racist agenda to scrutinize its social and symbolic ability in shaping access to privileges, exclusive spaces, repertoires, and places of power. The concept of whiteness allows us to emphasize how knowledge production operates and hot it distinguishes those Others oriented by the spread of whiteness as a norm. It also points to the most common forms of legitimization of white supremacism and anti-Blackness, often manifesting as the systemic ontological denial of Black lives.

 

Blanquitud

El tema de las relaciones raciales y el antirracismo ha exigido análisis precisos de las formas en que la blanquitud se revela e interfiere en las relaciones étnico-raciales. ¿Cuáles son la dinámica y los efectos de las suposiciones y acciones basadas en la blanquitud en la sociedad actual? ¿Cómo llevan a cabo sus investigaciones los científicos sociales de distintas áreas y cómo sus experiencias de racialización forman parte de sus prácticas científicas? En este número temático, pretendemos construir espacios de reflexión sobre las relaciones raciales en la formación de investigadores que busquen espacios de la literalidad racial crítica. El objetivo es reunir reflexiones que examinen la blancura como dispositivo de poder relacional

El término blanquitud no es nuevo, y el par blanquitud/blancura abarca desde reflexiones que se remontan a la plantación en el siglo XVI hasta contextos históricos de lucha anticolonial en el siglo XX, con críticas de la hipervisibilización de la raza como um dispositivo del poder, de la outrificación y deshumanización de las personas a través de la racialización. Aunque la blanquitud sea autoinmune a la racialización, resulta fundamental para el proyecto antirracista inspeccionar la blancura y su capacidad social y simbólica para constituir y estructurar el acceso a privilegios, formas exclusivas de espacios, repertorios y lugares de poder. La blanquitud nos permite subrayar el modo de producción del conocimiento de los Otros orientado por la difusión de la blancura como norma, y señala las formas más comunes de legitimación del supremacismo blanco y de la antinegritud y la imposibilidad ontológica de la vida negra.