Fatores associados ao aleitamento materno exclusivo para prematuros tardios: um estudo de coorte
DOI:
https://doi.org/10.22491/2357-9730.149279Palavras-chave:
Assistência Perinatal, Aleitamento Materno, Recém-Nascido PrematuroResumo
Objetivo: Descrever a prevalência de aleitamento materno exclusivo (AME) para prematuros tardios (RNPTt) nas primeiras 24 horas, aos 30 dias e aos seus seis meses de vida e estimar fatores associados à prevalência de AME aos 30 dias e aos seis meses. Métodos: Estudo de coorte realizado em Porto Alegre (Brasil). A coleta de dados ocorreu através de entrevista presencial nas primeiras 24 horas de vida do RNPTt e telefônica aos 30 dias e aos seis meses, o desfecho foi a prevalência de AME. A análise de fatores associados foi realizada para os 30 dias e seis meses, por regressão de Poisson com variância robusta. Resultados: Foram incluídos 187 RNPTt na linha de base, 181 aos 30 dias e 127 aos seis meses. A prevalência de AME foi de 41,2% (n=77) nas 24 horas, 46,4% (n=84) aos 30 dias e 15,7% (n=20) aos seis meses. Na análise multivariada, a gemelaridade foi associada à maior chance de não ocorrer AME aos 30 dias (aRR = 1,21; IC95%: 1,11–1,32) e aos seis meses (aRR = 1,07; IC95%: 1,02–1,11). A não amamentação na primeira hora de vida esteve associada ao não AME aos 30 dias (aRR = 1,15; IC95%: 1,03–1,30). Conclusão: Identificou-se baixas taxas de AME para prematuros tardios. Estratégias de incentivo à amamentação precoce e de apoio às mães de recém-nascidos gemelares são fundamentais para manutenção do AME a esta população.
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