Elastografia por ressonância magnética para avaliação não invasiva da fibrose hepática no sul do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.22491/2357-9730.145860Palavras-chave:
cirrose hepática, técnicas de imagem por elasticidade, prevalênciaResumo
Introdução: A avaliação do grau de fibrose hepática é essencial para o prognóstico, estratégias de tratamento e avaliação da eficácia de fármacos relacionados à doença hepática crônica. O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de fibrose hepática significativa e avançada, avaliada por elastografia por ressonância magnética. Métodos: Trata-se de um estudo transversal retrospectivo. Pacientes adultos encaminhados para avaliação por elastografia por ressonância magnética do abdome foram incluídos nesta pesquisa. Resultados: 119 pacientes foram incluídos no estudo, com idade média de 52,5 ± 12,8 anos. Fibrose significativa e avançada foram identificadas em 9,2% e 20,2% dos pacientes, respectivamente. Os avaliadores R1 e R2 apresentaram excelente concordância nos valores de rigidez hepática medidos (k=0,929; p<0,001). Na análise multivariada, o diabetes mellitus foi associado à rigidez hepática apenas no modelo 1. Nos demais modelos, não foram encontradas associações entre rigidez hepática e comorbidades. Conclusão: A elastografia por ressonância magnética detectou uma prevalência significativamente elevada de fibrose hepática avançada em uma população do sul do Brasil. O diabetes mellitus foi considerado um fator independente associado ao aumento da rigidez hepática.
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