Cirurgia Hepática: Experiência em 9 Anos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre
DOI:
https://doi.org/10.22491/2357-9730.11889Keywords:
FÍGADO, HEPATECTOMIA, RESSECÇAO HEPÁTICA, CIRURGIAAbstract
Introdução: Existem poucos relatos em nosso meio do perfil dos pacientes submetidos à hepatectomia. Este fato serviu de estímulo para o presente estudo.
Objetivo: Avaliar os dados demográficos dos pacientes submetidos à cirurgia de ressecção hepática, bem como mortalidade operatória, relatando a experiência do serviço.
Métodos: Revisão de prontuário dos pacientes submetidos à cirurgia de ressecção hepática no Hospital de Clínicas de Porto Alegre entre janeiro 2000 e dezembro de 2008. Foram excluídas da amostra as nodulectomias e as biópsias hepáticas.
Resultados: Foram realizadas no serviço, por uma mesma equipe cirúrgica, 115 ressecções hepáticas: 46,9% por doenças benignas, 33,9% por metástases e 19,13% por doença maligna primária. As metástases de tumor de cólon compreenderam 26,08% dos casos, 19,13% foram hemangiomas e 11,3% carcinoma hepatocelular. Sessenta e um por cento dos pacientes eram do sexo feminino, e a média de idade foi de 44,54 anos. O tipo de ressecção mais realizada foi a segmentectomia (72,88%). A mortalidade operatória foi de 6,1%.
Conclusão: A metástase de tumor de cólon foi a indicação mais frequente de ressecção hepática. A alta frequência do hemangioma, apesar da restrita indicação cirúrgica por se tratar de uma doença benigna, talvez seja decorrente do encaminhamento direcionado destes pacientes e do predomínio de mulheres. A mortalidade encontrada foi baixa, compatível com a relatada em grandes centros, mostrando que a hepatectomia pode ser realizada com segurança em centros universitários de referência.
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