O CRISTO CÓSMICO CURANDEIRO NO PÊNDULO DOS DEMÔNIOS DA ANTROPOSOFIA

Autores

  • Raquel Littério de Bastos PPGSC FMB Unesp de Botucatu

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-8136.95733

Palavras-chave:

Arte sacra, Cura, Estética, Antroposofia

Resumo

O texto articula a cosmologia antroposófica à arte gótica alemã da passagem do século XIV para o XV, apresentando uma interface com a estética da cura que remonta aos dias atuais na medicina neorromântica desta ciência espiritual europeia. A obra de arte ícone da cura na Antroposofia é a imagem do Cristo Curandeiro ou Cristo Cósmico, presente no Retábulo de Issenheim. Esse Retábulo está exposto para meditação e apreciação no museu Unterlinden, em Colmar, na região da Alsácia-França (próxima a cidade de Dornach-Suíça, sede da Sociedade Antroposófica). Na cosmologia desta ciência espiritual, o Cristo Cósmico é considerado o único capaz de metamorfosear a doença em cura. A imagem do Cristo presente na parte do Retábulo intitulada A Ressureição foi reelaborada pela Antroposofia, transformando-a em um arquétipo do elemento do meio, solucionador do conflito, evocando o mittler do romantismo alemão, das disputas entre as estimulantes forças luciféricas e arimânicas nos processos de cura.

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Publicado

2019-08-22

Como Citar

de Bastos, R. L. (2019). O CRISTO CÓSMICO CURANDEIRO NO PÊNDULO DOS DEMÔNIOS DA ANTROPOSOFIA. Debates Do NER, 1(35), 271–291. https://doi.org/10.22456/1982-8136.95733