A democracia sobrevive sem sistemas partidários estáveis?
Evidências da América Latina entre 1945-2018
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-5269.151298Resumo
O presente trabalho visa avaliar o impacto da institucionalização do sistema partidário (ISP) na resiliência da democracia na América Latina entre 1945 e 2018. Para tanto, realiza-se uma análise de sobrevivência com o modelo de riscos proporcionais de Cox, usando a base de dados de democracia de Boix, Miller e Rosato, e de volatilidade eleitoral de Mainwaring e Su. A hipótese central do texto é que a ISP tem uma relação positiva com a sobrevivência da democracia na região. Inicialmente o modelo apresentou um resultado de interesse, que ISP, contrário à hipótese e à literatura, teve uma relação inversamente proporcional sobre a sobrevivência das democracias. Contudo, o baixo número de eventos limita o potencial dos achados, e o modelo não conseguiu superar as provas de robustez. Ainda que a hipótese central não tenha sido provada, a análise contribui com dados recentes para pensar sobre os fatores que impactam a resiliência das democracias na região.
Palavras-chave: Democracia; Sistema Partidário; Análise de Sobrevivência; América Latina.
