Dizer a morte na infância

Arquivo, memória e literatura nos acervos do PNLD Literário

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2236-6385.153755

Resumo

Este artigo investiga a circulação da temática da morte na literatura de infância, a partir da análise dos acervos de bibliotecas escolares constituídos pelo PNLD. Ancorado na Análise de Discurso, compreende-se a biblioteca escolar como um arquivo discursivo, no qual se regulam os sentidos autorizados a circular para a infância. A busca revelou a presença de apenas uma obra que aborda a temática: O Livro da avó, na qual a morte é deslocada para o campo da memória, através de famílias parafrásticas e recursos visuais que a discursivizam de forma indireta. Os resultados indicam que o silenciamento da morte constitui um efeito de discursos hegemônicos que concebem a infância como espaço de proteção, produzindo limites ao dizível no arquivo escolar.

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Biografia do Autor

Gabriela Vitorello, Universidade de São Paulo

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto/USP.

Soraya Maria Romano Pacífico, Universidade de São Paulo

Docente do curso de Pedagogia e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto/USP.

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Publicado

2026-06-15

Como Citar

VITORELLO, Gabriela; PACÍFICO, Soraya Maria Romano. Dizer a morte na infância: Arquivo, memória e literatura nos acervos do PNLD Literário. Cadernos do IL, [S. l.], n. 70, p. 353–370, 2026. DOI: 10.22456/2236-6385.153755. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/cadernosdoil/article/view/153755. Acesso em: 8 ago. 2026.

Edição

Seção

Artigos de estudos literários