A POLÍTICA EXTERNA DO GOVERNO JACOB ZUMA: ASSOCIAÇÃO OU DISSOCIAÇÃO?
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-6912.27993Palavras-chave:
África do Sul, Jacob Zuma, Política Externa,Resumo
Na tentativa de dar coerência e previsibilidade para a política externa da África do Sul, o governo de Jacob Zuma, desde que assumiu o cargo em maio de 2009, colocou ênfase no estabelecimento de relações com países e regiões, e outras questões e preocupações principais das relações internacionais. De acordo com a política, a procura do interesse nacional estava no centro das estratégias internacionais da República, com o "interesse nacional" sendo utilizado como um cimento para unir o edifício da política externa pós-governo de Mbeki. No papel, o governo parece ter ido longe em articular essa política externa ambiciosa, no entanto uma série de perguntas surgem. Essas políticas foram postas em prática e, se sim, elas seguem a agenda declarada ou existem graves desvios? Houve associação com as políticas de Mbeki no papel e uma dissociação de tais políticas na prática?
Como os vários princípios da política externa se relacionam com o epicentro do interesse nacional e com algum outro? Será que eles representam uma mudança acentuada na “Agenda Africana” do governo Mbeki ou são uma mera cópia? Este artigo procura responder a estas questões, em particular investigando se uma lacuna se desenvolveu entre a política pronunciada, ou expressa, e como ela foi posta em prática, através da sua implementação.