ENQUADRANDO A CONDICIONALIDADE DA AJUDA EXTERNA: UMA ABORDAGEM CRÍTICA AOS PROCESSOS DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-6912.131603Resumo
A relevância da ajuda externa nas Relações Internacionais se encontra intrinsecamente ligada ao conceito de desenvolvimento. No entanto, este se transformou nas últimas décadas, mas o que permanece intacto é sua condicionalidade. É conveniente colocar a ajuda externa sob um escopo descritivo e de análise de conteúdo misterioso, pois os discursos do desenvolvimento ainda estão mudando, mas as verdadeiras motivações subjacentes dos estados continuam as mesmas. A partir de uma abordagem construtivista realista, este texto pretende estudar criticamente as formas que a ajuda externa tem assumido, especialmente por meio de duas modalidades principais: a Cooperação Norte-Sul e a Cooperação Sul-Sul, embora desta vez o enquadramento seja utilizado para estudar a construção de interesses em ajuda externa. O texto está estruturado da seguinte forma: situa-se o framing como uma teoria construtivista na psicologia e na sociologia que dá uma ordem lógica à interpretação das realidades políticas; em seguida, a história de ambas as modalidades de ajuda externa permite examinar as circunstâncias de condicionalidade; finalmente, uma conclusão é tirada da avaliação do enquadramento em relação às relações de poder e à construção de discursos de desenvolvimento global. Este artigo propõe que tanto a Cooperação Norte-Sul quanto a Cooperação Sul-Sul ainda exibem o interesse próprio do Estado moderno.