A POLÍTICA EXTERNA DO SULTANATO DE OMÃ PARA A CRISE DO IÊMEN: FUNDAMENTOS E LIMITAÇÕES
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-6912.124741Resumo
O estudo começou com as perguntas: Qual é o papel desempenhado pelo Sultanato de Omã na crise iemenita? Quais são os fatores auxiliares mais importantes e os obstáculos mais proeminentes para o desempenho desse papel? O problema do estudo foi a diferença entre a política externa do Sultanato de Omã frente à crise no Iêmen e às políticas de outros países da região, especialmente os países do Conselho de Cooperação do Golfo. O estudo adotou a hipótese de que o Sultanato de Omã desempenha um papel efetivo e importante na crise iemenita, que o desempenha por meio das posições e decisões de política externa com as quais se comprometeu diante da crise em seu vizinho Iêmen. O estudo adotou tanto a abordagem da tomada de decisão quanto a abordagem analítica descritiva. O estudo analisou as prioridades do Sultanato de Omã no Iêmen, os desenvolvimentos de sua posição na crise iemenita e os componentes e determinantes do papel de Omã no Iêmen. O estudo concluiu uma série de resultados, dos quais o mais importante é que o Sultanato de Omã investiu sua neutralidade política e diplomacia de moderação para ativar canais de diálogo e diplomacia a fim de acabar com os combates em curso no Iêmen e que, apesar da dificuldade do caso iemenita, o Sultanato de Omã continua mais qualificado do que outros para desempenhar o papel de mediador neutro. Isso é reforçado pelo fato de que o Sultanato não é parte do conflito no Iêmen, como é o caso de outras partes regionais e internacionais.