O DECLÍNIO HEGEMÔNICO DOS ESTADOS UNIDOS E A CRESCENTE INFLUÊNCIA DA CHINA: UMA PERSPECTIVA CRÍTICA SOBRE A TEORIA DA TRANSIÇÃO DE PODER NO SÉCULO XXI
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-6912.102434Palavras-chave:
China, Hegemonia, Teoria da Transição de Poder, Estados UnidosResumo
A aparente erosão do poder hegemônico dos Estados Unidos e o crescimento sustentado da China geraram debates sobre se a ascensão da China será pacífica ou conflituosa. O realismo estrutural postula que o mundo é caracterizado pelo princípio de ordenamento anárquico, no qual não há autoridade central acima dos Estados. Portanto, a ausência de um “leviatã” no sistema internacional torna automaticamente todos os estados iguais no sistema, o que criou uma atmosfera de competição pela maximização do poder para a sobrevivência. Em uma linha de raciocínio semelhante, a teoria da transição de poder como uma teoria variante dentro do realismo postula que quando o sistema internacional é estruturado com base no princípio da hierarquia, a paz reinará. Isso significa que quando as relações internacionais são reguladas e influenciadas por uma potência dominante, o sistema internacional se torna estável. Mas o surgimento de uma nação poderosa insatisfeita para desafiar a hegemonia geralmente termina em guerra. Com base nessa suposição, os teóricos da Transição de Poder argumentaram que a ascensão da China para rivalizar com o domínio dos Estados Unidos não poderia ser pacífica. A teoria da transição de poder influenciou muitos acadêmicos a acreditarem que as duas nações acabarão na “Armadilha de Tucídides”. Essa crença agravou a questão além do nível razoável e instilou o pânico na mente dos formuladores de política externa, o que poderia colocar em risco a paz mundial e a cooperação internacional. Assim, este artigo tem como objetivo avaliar criticamente a deficiência da teoria da Transição de Poder no século 21 em explicar as atuais relações Estados Unidos-China e a perspectiva de paz ou guerra entre as duas nações usando o rastreamento de processos. Assim, neste artigo, argumentase que, no século 21, um confronto armado entre os Estados Unidos e a China é altamente improvável. Porque no mundo de hoje, as nações (incluindo os Estados Unidos e a China) estão interligadas pelas forças da globalização que criaram uma interdependência econômica inexorável. Além disso, há um rápido avanço na tecnologia militar e a proliferação de armas de destruição em massa que vieram com o conceito de Destruição Mútua Assegurada (MAD). Consequentemente, é necessário revisitar a teoria da transição de poder para acomodar os fatores contemporâneos. A inclusão das variáveis atuais na Teoria irá torná-la aplicável e adequada ao discurso das relações internacionais e da política global do sistema internacional do século XXI.Downloads
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Publicado
2022-11-11
Como Citar
Gwadabe, N. M. (2022). O DECLÍNIO HEGEMÔNICO DOS ESTADOS UNIDOS E A CRESCENTE INFLUÊNCIA DA CHINA: UMA PERSPECTIVA CRÍTICA SOBRE A TEORIA DA TRANSIÇÃO DE PODER NO SÉCULO XXI. AUSTRAL: Revista Brasileira De Estratégia E Relações Internacionais, 9(18). https://doi.org/10.22456/2238-6912.102434
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Seção
Artigos