Sobre a Revista

Foco e Escopo

AUSTRAL: Revista Brasileira de Estratégia e Relações Internacionais foi o primeiro periódico do Brasil, na área de Relações Internacionais, a ser publicado totalmente em inglês (2012), contando com o apoio inicial do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Trata-se de um veículo essencialmente acadêmico, ligado ao o Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (NERINT) e ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais (PPGEEI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Seu foco plural busca contribuir para o debate da ordem política e econômica internacional a partir da perspectiva dos países em desenvolvimento.

A revista publica artigos originais que estejam relacionados às áreas de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais, com especial interesse em assuntos relacionados aos países em desenvolvimento e à Cooperação Sul-Sul – seus problemas securitários; os desenvolvimentos político, econômico e diplomático dos países emergentes; e suas relações para com as potências tradicionais. É publicada semestralmente em inglês e português. O público-alvo da revista consiste em pesquisadores, especialistas, diplomatas, militares e estudantes de pós-graduação em Relações Internacionais.

O conteúdo da revista consiste de artigos analíticos aprofundados, escritos por especialistas (Professores e Doutores), com foco em cada um dos grandes continentes do Sul: Ásia, América Latina e África. Assim, é estimulado o debate e a difusão de conhecimento produzido nessas regiões. Todas as contribuições são submetidas a uma rigorosa avaliação científica.

Processo de Avaliação pelos Pares

Os trabalhos enviados à revista serão submetidos a um processo editorial composto por diversas fases. Primeiramente, os artigos recebidos serão objeto de uma avaliação preliminar por parte dos membros da Equipe Editorial, que determinarão a pertinência, ou não, da sua publicação. Uma vez estabelecido que o artigo cumpre os requisitos temáticos, além dos requisitos formais indicados na seção Diretrizes para Autores ele será enviado para dois pareceristas externos (ad hoc), especialistas nas áreas de atuação da revista, pelo sistema “duplo-cego”, que determinarão, de forma anônima: a) a publicação do artigo, sem modificações; b) a publicação do artigo, após pequenas modificações; c) a análise do artigo por um terceiro avaliador; ou d) a não publicação do artigo. Caso as decisões dos pareceristas sejam divergentes, o artigo será avaliado por um terceiro parecerista, cuja decisão definirá a publicação, ou não, do artigo. Por fim, a decisão dos pareceristas será comunicada ao(s) autor(es) do trabalho.

Periodicidade

AUSTRAL: Revista Brasileira de Estratégia e Relações Internacionais publica semestralmente artigos e resenhas inéditos nos idiomas inglês, espanhol e português cuja temática se situe nas áreas de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais, com ênfase na política internacional dos países em desenvolvimento.

Política de Acesso Livre

Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.

NERINT

Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (NERINT) foi o primeiro centro voltado exclusivamente ao estudo e à pesquisa em Relações Internacionais no Sul do Brasil. Estabelecido em 1999 junto ao Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados (ILEA) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), entre 2014 e 2018 esteve associado à Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS. Atualmente está subordinado à Reitoria da universidade através do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (CEGOV). Seu objetivo sempre foi o estudo crítico e inovador das transformações do sistema internacional pós-Guerra Fria. Paralelamente, tem buscado contribuir para a retomada da discussão de um projeto nacional para o Brasil no plano da análise das opções estratégicas para a inserção internacional autônoma do país, a partir da perspectiva do mundo em desenvolvimento.

Os estudos exploratórios desenvolvidos pelo NERINT sobre os novos países em desenvolvimento desde o limiar do Século XXI se revelaram acertados e conheceram notável expansão. A cooperação com instituições estatais, empresariais, acadêmicas e sociais foi intensificada, bem como o contato direto com centros na América Latina, África e Ásia, além dos já existentes com a Europa e a América do Norte. Um dos resultados dessa nova realidade foi a implantação de um curso de graduação em Relações Internacionais (2004) e de um Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais (2010). Duas revistas também foram criadas: a semestral bilíngue Austral: Revista Brasileira de Estratégia e Relações Internacionais e a bimestral Conjuntura Austral. Além disso, em 2016 o NERINT passou a oferecer um Boletim de Conjuntura trimestral e bilíngue, a cargo dos seus Pesquisadores Assistentes. Além da Grande Estratégia para o Brasil no Século XXI, o Núcleo também conta com linhas de pesquisa destinadas às Relações Internacionais do Continente Asiático e à análise do Sistema Mundo. Como atividade editorial, o NERINT publicou duas coleções de livros: a Coleção Relações Internacionais e Integração e a Coleção Estudos Internacionais. Atualmente, edita a Série Estratégia, Defesa e Relações Internacionais.

Assim, além da pesquisa avançada e de propiciar intensa atividade editorial, o NERINT deu origem a pesquisas e programas de graduação e pós-graduação diferenciados.

PPGEEI

O Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais (PPGEEI) da UFRGS teve seu funcionamento autorizado pela CAPES em dezembro de 2010. Ele é o resultado do amadurecimento desta área de conhecimento e apoia-se na sólida tradição de pesquisa da universidade.

Sediado na Faculdade de Ciências Econômicas (FCE) da UFRGS, onde funciona o Curso de Graduação em Relações Internacionais, o novo programa reflete a realidade multidisciplinar da FCE-UFRGS, que já abriga dois cursos de Doutorado, além de possuir o curso de Mestrado e cursos de Especialização. O corpo docente do PPGEEI inclui pesquisadores com grande produção cientifica na área.

Além de contar com núcleos de pesquisa e infraestrutura na Faculdade de Ciências Econômicas, tais como o Núcleo de Estudos em Tecnologia, Indústria e Trabalho (NETIT), o PPGEEI apoia-se, também, na infraestrutura e na experiência de pesquisa e extensão do Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (NERINT) e do Centro de Estudos Internacionais de Governo (CEGOV).

CEBRAFRICA

O Centro Brasileiro de Estudos Africanos (CEBRAFRICA) tem suas origens no Centro de Estudos Brasil-África do Sul (CESUL), um programa estabelecido em 2005 através de um convênio entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Suas atividades de pesquisa são desenvolvidas junto ao Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (NERINT), ambos associados ao Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (CEGOV) da UFRGS. Os objetivos do Centro são realizar pesquisas, apoiar a elaboração de teses, dissertações e trabalhos de conclusão, congregar grupos de pesquisa em temas africanos, realizar seminários, promover intercâmbio de professores e estudantes e estabelecer redes de pesquisa e projetos conjuntos com instituições africanas e africanistas, além de publicar obras produzidas no Brasil ou traduzidas e ampliar a biblioteca especializada fornecida pela FUNAG.

As pesquisas têm por objetivo o conhecimento do continente africano e de suas relações com o Brasil nas seguintes áreas: Relações Internacionais, Organizações de Integração, Segurança e Defesa, Sistemas Políticos, História, Geografia, Desenvolvimento Econômico, Estruturas Sociais e sua Transformação e Correntes de Pensamento. O Centro congrega pesquisadores da UFRGS e de instituições nacionais e internacionais, bem como estudantes de graduação e pós-graduação que desenvolvem suas pesquisas nessas temáticas. O CEBRAFRICA iniciou uma Série Africana de publicações e publica semestralmente a Revista Brasileira de Estudos Africanos.

Ética na Publicação Internacional e Declaração de Negligência

Nossas declarações foram baseadas no COPE Best Practice Guidelines for Journal Editors

Todas as partes envolvidas no processo de publicação devem concordar quanto a certos padrões de comportamento ético: o editor, o autor e os revisores. O processo de revisão será efetuado utilizando o método de revisão cega e por pares.

Deveres do editor

Decisões quanto à publicação

O editor da Austral é responsável pela decisão final quanto à publicação de um artigo. O editor é guiado por políticas, missão e escopo do periódico, e pode ser influenciado por questões de ordem legal, como o plágio, o que implica na rejeição imediata da submissão. O editor também deve basear suas decisões nas revisões cegas, submetidas pelos pareceristas.

Isenção

O editor de Austral sempre avaliará manuscritos a partir de seu conteúdo, sem qualquer menção a raça, gênero, orientação sexual, credo, origem étnica ou ideologia dos autores.

Confidencialidade

O editor e qualquer membro do conselho editorial de Austral não deve divulgar qualquer informação quanto a um artigo enviado, a não ser que para: o respectivo autor, revisores, potenciais revisores e outros conselheiros editoriais, conforme apropriado.

Divulgação e conflitos de interesse

Materiais não publicados de determinado manuscrito enviado não devem ser utilizados na pesquisa do próprio editor e dos pareceristas sem o devido consentimento do autor.

Deveres dos Revisores

Contribuição para Decisões Editoriais

A revisão cega contribui para decisões editoriais e, junto às comunicações entre editor e autor, podem também ajudar a melhorar o artigo submetido.

Prontidão

O revisor selecionado que se sentir impossibilitado de avaliar um manuscrito ou que não poderá avaliá-lo em prazo hábil deve notificar o editor e se retirar do processo de revisão.

Confidencialidade

Os manuscritos recebidos para avaliação devem ser tratados como documentos confidenciais. Eles não devem ser mostrados ou discutidos com outros que não os pareceristas, exceto se autorizado pelo editor.

Padrões de objetividade

Revisões devem ser conduzidas de maneira objetiva. Críticas pessoais são inapropriadas, pois não são isentas de subjetividade. Revisores devem tecer suas considerações com argumentos substanciados.

Reconhecimento de Fontes

Os revisores de Austral devem identificar trabalhos e publicações relevantes que não foram citados pelos autores. A identificação de que uma observação, inferência ou argumento foram reproduzidos ou compilados de outros autores deve ser acompanhada deve ser acompanhada de citação correspondente.

O revisor também deve chamar a atenção do editor mediante qualquer semelhança substancial ou sobreposição de temas entre um manuscrito sob avaliação e outros trabalhos já publicados de que tem notícia.

Divulgação e Conflitos de Interesse

Informação ou ideias privilegiadas obtidas através da revisão cega devem ser mantidas de forma confidencial e não devem ser usadas com vistas à vantagem pessoal dos revisores. Estes devem se abster da revisão se houver quaisquer conflitos de interesse resultantes de relações e conexões competitivas ou negativas de qualquer tipo.

Deveres dos Autores

Padrões de Pesquisa

Autores de artigos publicados em Austral devem ter feito pesquisas originais e manuscritos submetidos não devem estar sob revisão em outro periódico. Um artigo deve conter detalhamento e referências suficientes para permitir que outros tenham acesso às fontes utilizadas. Afirmações fraudulentas ou sabidamente incorretas constituem comportamento antiético e serão, portanto, motivo de rejeição do manuscrito.

Acesso aos Dados

Autores devem estar preparados para que o acesso aos dados utilizados na pesquisa, em caso de pesquisa empírica, sejam solicitados para revisão editorial.

Originalidade e Plágio

Os autores devem submeter artigos originais, sob pena de rejeição do manuscrito. Assim sendo, toda ideia publicada por outro deve ser devidamente referenciada.

Publicação Concorrencial

Autores não devem enviar manuscritos provenientes da mesma pesquisa para mais de um periódico ou publicação de tipo original. Submeter o mesmo artigo a mais de um periódico sem aviso de qualquer tipo constitui comportamento antiético e implicará na rejeição do manuscrito.

Reconhecimento de Fontes

Os autores dos manuscritos devem indicar adequadamente qualquer apropriação de ideias e/ou argumentos já publicados.

Autoria do Artigo

A autoria deve ser limitada àqueles que tenham sido de grande contribuição para a concepção, estrutura, execução ou interpretação do trabalho. Todos aqueles que tenham feito significativas contribuições devem ser listados como coautores. Onde quer que existam outros que tenham contribuído com aspectos substantivos do projeto de pesquisa, há de se reconhecê-los e listá-los como colaboradores. O autor deve se assegurar de que todos os coautores são mencionados no trabalho, bem como de que todos os coautores viram e aprovaram a versão final do artigo, concordando quanto à sua submissão.

Divulgação e Conflitos de Interesse

Autores devem divulgar em seus manuscritos qualquer financiamento ou outro conflito de interesse substantivo que possam ter influenciado desenvolvimento dos resultados da pesquisa manuscrito. Todas as fontes de apoio financeiro ao projeto devem ser reconhecidas.

Erros Fundamentais em Trabalhos Publicados                                     

Quando um autor encontra um erro substancial em seu trabalho publicado, é sua obrigação notificar o editor de Austral e colaborar a fim de corrigir tal erro.

Histórico do periódico

AUSTRAL: Revista Brasileira de Estratégia e Relações Internacionais é uma publicação semestral e bilíngue, em formato impresso e digital, do Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (NERINT) e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais (PPGEEI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A revista publica artigos originais que estejam relacionados à área de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais, com especial interesse em assuntos relacionados aos países em desenvolvimento e à Cooperação Sul-Sul – seus problemas securitários; os desenvolvimentos político, econômico e diplomático dos países emergentes; e suas relações para com as potências tradicionais. Foi o primeiro periódico do Brasil, na área de Relações Internacionais, a ser publicado totalmente em inglês (2012). O público-alvo da revista consiste em pesquisadores, especialistas, diplomatas, militares e estudantes de pós-graduação em Relações Internacionais.