TRANSNACIONALISMO E PARADIPLOMACIA NAS RELAÇÕES ECONÔMICAS BRASIL-ANGOLA: O CASO DA CONSTRUÇÃO DE CAPANDA PELA CONSTRUTORA ODEBRECHT
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-6912.65825Palavras-chave:
Transnacionalismo, Paradiplomacia, Brasil, Angola, Capanda, Odebrecht.Resumo
A reconstrução de Angola, com o final da guerra civil, dependeu e ainda depende em grande parte dos investimentos externos recebidos e teve as empresas brasileiras como as principais aliadas a partir de linhas de crédito especialmente concedidas para este fim. Qual a razão que levou o Brasil a adotar uma postura de exercício de influência indireta em relação a Angola, a despeito de sua pretensão explicita de política externa de aumentar o intercâmbio Sul-Sul? O que levou as empresas brasileiras a aceitar os riscos de fazer negócios em um país com baixa estabilidade política e institucional, assolado por guerra civil e sem um quadro jurídico estável com o Brasil? Utilizando como quadro teórico o transnacionalismo e a paradiplomacia, as respostas para estes questionamentos serão apresentadas neste artigo a partir de estudo a ser conduzido no caso da construção e posterior ampliação da hidrelétrica de Capanda.