O SISTEMA MUNDIAL CONTEMPORÂNEO: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE SOBRE DESENVOLVIMENTO NA TEORIA DO SISTEMA-MUNDO
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-6912.108854Palavras-chave:
Teoria do Sistema-Mundo, Economia-Mundo Capitalista, Mais-Valia Global, Divisão Internacional do Trabalho, Desenvolvimento, RevoluçõesResumo
O presente trabalho analisa a noção de desenvolvimento na Teoria do Sistema-Mundo como produzido pelo fluxo de apropriação de mais-valia global, via da divisão internacional do trabalho, fundamentando as divisões entre centro, semiperiferia e periferia na economia-mundo capitalista. Objetiva, assim, explorar como a apropriação em nível global de mais-valia na economia-mundo capitalista produz variações no nível de desenvolvimento das suas diferentes regiões. Para tanto, contextualiza-se e conceitua-se seus elementos nas dimensões espaciais e temporais. Define-se mais-valia e a forma de sua acumulação global, e nesse sentido explora-se a sucessão de hegemonias capitalistas, em sua relação dialética com o andamento do sistema, permitindo abordar a divisão internacional do trabalho, e como o monopólio sobre finanças e tecnologias permite ao centro do sistema consolidar uma estrutura que assegure a transferência de capitais e mais-valia das outras regiões a este. Conclui-se, assim, que o desenvolvimento de determinado país ou região na economia-mundo capitalista depende de sua capacidade de acumulação de mais-valia em nível global. Adicionalmente, observa-se que as condições impostas pela estrutura do sistema impedem iniciativas de desenvolvimento autônomo em seus marcos, sendo necessário com elas romper para que um projeto do tipo seja possível. Essa perspectiva constitui a avaliação dos processos revolucionários socialistas como as experiências históricas que foram capazes de alterar a correlação de forças no sistema mundial contemporâneo.