A formação em arquitetura na trajetória da professora Arinda da Cruz Sobral: entre ensinar o “B A BA” e “subir e descer andaimes”
DOI:
https://doi.org/10.22456/1983-201X.146099Palabras clave:
magistério, arquitetura, mulher, Primeira RepúblicaResumen
Este trabalho explora a trajetória de Arinda da Cruz Sobral, professora de instrução primária e arquiteta. Arinda foi funcionária da antiga Prefeitura do Distrito Federal no Rio de Janeiro e cursou arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes. Pretende-se demonstrar, através de seu percurso, como, no início do século XX, a professora chegou ao campo da arquitetura e quais os possíveis significados históricos da sua experiência. A partir da análise de fontes provenientes de periódicos e com o aporte teórico das noções campo, dominação masculina e experiência, foi possível situar não só a estrutura social do seu contexto, mas aspectos de sua agência. Desta forma, a trajetória da professora e arquiteta foi explorada a fim de contribuir com a noção de variabilidade histórica a partir da diversidade de experiências de mulheres, como estudantes e profissionais, nas primeiras décadas do século XX no Brasil.
