Os campos que produzem o doce açúcar e a cultura de extermínio das matas: os discursos sobre ciência e natureza na segunda metade do século XIX em três paisagens agroindustriais açucareiras: Joinville (SC), Rio de Janeiro e Tucumán (Argentina)

Autores/as

  • Roberta Barros Meira Universidade da Região de Joinville
  • Mariluci Neis Carelli Universidade da Região de Joinville
  • Daniel Campi Universidad Nacional de Tucuman

DOI:

https://doi.org/10.22456/1983-201X.138569

Palabras clave:

paisagens agroindustriais açucareiras, ciência, história ambiental

Resumen

A agroindústria açucareira no Brasil e na Argentina na segunda metade do século XIX foi marcada pela adoção de fábricas modernas e novas formas de cultivo pensadas pelas ciências agronômicas. Os grandes engenhos fizeram parte do avanço da ocupação do território nos núcleos coloniais recém-criados e foram implantados nas regiões outrora consumidoras e nas antigas áreas de tradição açucareira. A cristalização da nova paisagem açucareira brasileira e argentina, ao mesmo tempo que foi marcada pelo discurso do progresso, resultou na destruição de vastas áreas de floresta. É o caso, por exemplo, dos engenhos construídos nos diferentes espaços açucareiros de Campos dos Goytacazes (RJ), Joinville (SC), ambos no Brasil, e Tucumán, na Argentina. Este artigo buscou analisar os discursos que trazem dados sobre as questões ambientais e que ainda carecem de maiores investigações no campo da história agrária, da história ambiental e da história comparativa.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Roberta Barros Meira, Universidade da Região de Joinville

Bacharel e licenciada em Historia pela Universidade Federal Fluminense, mestrado e doutorado em História Econômica pela Universidade de São Paulo. Docente do curso de História e do Programa em Patrimônio Cultural e Sociedade e do Departamento de História da Universidade da Região de Joinville - Univille. Coordena o grupo de pesquisa Estudos sobre circulação de saberes, natureza e agricultura (CANA). Coordenadora do NEAB- Univille (2021-2022). Vice-coordenadora do GT Patrimônio Cultural da ANPUH-SC. Editora da Revista História e Economia e Coeditora da Revista Confluências Culturais. Integra o grupo de pesquisa Dimensões do Regime Vargas e seus desdobramentos, coordenado pelo professor Orlando de Barros (UERJ) e Thiago Mourelle (Arquivo Nacional). Tem experiência na área de História do Brasil, com estudos no campo do patrimônio ambiental e políticas agrícolas.  Bolsista de Produtividade em Pesquisa 2 CNPq

Mariluci Neis Carelli, Universidade da Região de Joinville

Professora titular da Universidade da Região de Joinville UNIVILLE e docente permanente no Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural e Sociedade PPGPCS, na Linha de Pesquisa Patrimônio, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (desde 2007). Atua na graduação como docente de Sociologia e Gestão Ambiental (desde 1989). É doutora em Engenharia da Produção (2004), mestre em Sociologia (1992) e bacharel em Serviço Social (1985), todos pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC/Brasil. No contexto da gestão universitária, na UNIVILLE foi coordenadora de Extensão (1990-1993) e de Pesquisa (1993-1997), Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação (1997-2001) e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural e Sociedade (2017-2020). Atualmente coordena o grupo de pesquisa Cultura e Sustentabilidade, tem publicado temas sobre patrimônio ambiental, paisagem cultural, patrimônio industrial e sustentabilidade na contemporaneidade. Tem experiência acadêmica e publicações que abrangem pesquisas sobre o patrimônio ambiental e a paisagem cultural. Entre suas publicações se destacam artigos e capítulos de livros e coletâneas sobre paisagem e natureza como patrimônio cultural. Coordena o projeto de pesquisa que se denomina "A Paisagem Cultural: Viver o Patrimônio".

Daniel Campi, Universidad Nacional de Tucuman

Docente da Facultad de Ciencias Económicas, Universidad Nacional de Tucumán - Investigador Principal Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET), Doutor em Geografia e História pela Universidad Complutense de Madrid (UCM) 

Publicado

2024-12-31

Cómo citar

Barros Meira, R., Neis Carelli, M., & Campi, D. (2024). Os campos que produzem o doce açúcar e a cultura de extermínio das matas: os discursos sobre ciência e natureza na segunda metade do século XIX em três paisagens agroindustriais açucareiras: Joinville (SC), Rio de Janeiro e Tucumán (Argentina). Anos 90, 31, e2024203. https://doi.org/10.22456/1983-201X.138569

Número

Sección

O rural, a ciência e o meio ambiente