Reabilitação protética bucomaxilofacial: um estudo retrospectivo de base universitária
DOI:
https://doi.org/10.22456/2177-0018.130112Palavras-chave:
Prótese maxilofacial, Reabilitação, OdontologiaResumo
A Prótese bucomaxilofacial (PBMF) é a especialidade da Odontologia que reabilita proteticamente pacientes com perda de estrutura na região da face. Entende-se por PBMFs aquelas utilizadas na reabilitação de pacientes que apresentam deformidades por etiologia congênita, traumática ou patológica. Objetivo: Avaliar retrospectivamente o perfil dos pacientes bem como as características das reabilitações protéticas realizadas em um Projeto de Extensão em Prótese Bucomaxilofacial de uma Universidade no sul do Brasil. Materiais e métodos: Foram analisados 90 prontuários de pacientes atendidos no período de agosto de 2017 a dezembro de 2018, e coletados os seguintes dados: gênero, cor/etnia, idade, etiologia da deformidade, tipo de prótese reabilitadora realizada e referenciamento do paciente ao Projeto. Resultados: Observou-se que pacientes do gênero masculino e cor branca foram os mais frequentemente reabilitados com a maioria dos tipos de prótese, com exceção da prótese nasal. A idade dos pacientes variou de 5 a 81 anos. A prótese ocular foi a mais confeccionada. A etiologia patológica foi a que mais exigiu tratamento reabilitador. Médicos e equipes hospitalares foram os que mais referenciaram pacientes para o Projeto de Extensão. Discussão: A maior prevalência de atendidos foi de pacientes do gênero masculino, etiologia patológica, com idade 60 anos ou mais, o que reforça a sobrevida das pessoas que são diagnosticadas com câncer e necessitam reabilitação bucomaxilofacial. Conclusão: A grande procura por atendimento no Projeto de Extensão em PBMF mostra uma carência desse serviço e poucas pesquisas para esclarecer o perfil do paciente que mais procura atendimento PBMF.
Downloads
Referências
Graziani M. Prótese maxilo-facial. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1982.
Simões FG, Reis RB. A especialidade de prótese bucomaxilofacial e sua atuação na odontologia. Rev Sul-Bras Odontol. 2009 Set;6(3):327-31.
Dias RB, Cardim RH, Pereira SL, Antoniazzi TF, Coto NP. O uso de implantes osseointegrados na reabilitação facial. Rev Paran Perio/Impl. 2005;2:15-20.
Cardim RH. Alterações cromáticas de silicones utilizados na confecção de próteses faciais após envelhecimento [Mestrado em odontologia com ênfase em Prótese Bucomaxilofacial]. São Paulo: Faculdade de Odontologia da USP; 2007.
Rezende JRV. Prótese bucomaxilofacial. São Paulo: Sarvier; 1997.
Cardoso MSO, Araújo PG, Cardoso AJ, Cardoso SM, Moraes LC. Implicações psicossociais em pacientes com perda do globo ocular. Rev Cir Traumatol Buco-maxilo-fac. 2007;7(1):79-84.
Dings JPJ, Merloc MAW, Maclennan-NAphausen MTP, Pol PV, Maal TJJ, Meijei GJ. Maxillofacial prosthetic rehabilitation: a survey on the quality of life. Journal of Prosthetic Dentistry. 2018. Nov;120(5):780–6.
Chrcanovic BR, Nilsson J, Thor A. Survival and complications of implants to support craniofacial prosthesis: a systematic review. Journal of Cranio-Maxillo-Facial Surgery. 2016;44(10):1536-52.
Hatamiki M, Abbariki M, Alguudah N, Cook AE. Survey of ocular prothestics rehabilitation in the United Kingdom, Part 1: anophthalmic patientsáetiology, opinions, and attitudes. J Craniofac Surg. 2017 Jul;28(5):1293-6.
Koch KR, Trester W, Muller -Uri N, Trester M, Cursiefen C, Heindl LM. Augenprothetische versorgung: anpassung, handhabung und komplikationen. DerOphthalmologe. 2016 Feb;2.
Modugno A, Mantelli F, Sposato S, Moretti C, Lambiase A, Bonini S. Ocular prostheses in the last century: a retrospective analysis of 8018 patients. Eye (Lond). 2013;27(7):865–70.
Pulido EG, Gonzalez JS, Sarduy RR. Necesidad de protesis buco-maxilofacial en el municipio Matanzas en el año 1999. Rev Cubana Estomatol.2004;41(1).
Moroni P. Reabilitação e prótese bucofacial: cirurgia e prótese. 1. ed. São Paulo: Panamd; 1982.
Alvarenga lM, Ruiz MT, Bertelli-pavarino EC, Ruback MJC, Maniglia JV, Goloni-bertollo EM. Avaliação epidemiológica de pacientes com câncer de cabeça e pescoço em um hospital universitário do noroeste do estado de São Paulo. Rev Bras Otorrinolaringol. 2008;74(1):68-73.
Walker DM, Boey G, Mcdonald LA. The pathology of oral cancer. Pathology. 2003;35:376-83.
Wunsch V. Epidemiologia do câncer de laringe no Brasil. Med J. 2004;122:188-94.
Montgomery PC, Kiat-amnuay S. Survey of currently used materials for fabrication of extraoral maxillofacial prostheses in North America, Europe, Asia, and Australia. J Prosthodont. 2010;19:482-90.
Silva FA, Roussenq SC, Tavares MGS, Souza CPF, Mozzini CB, Benetti M, et al. Perfil Epidemiológico dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço em um centro oncológico no Sul do Brasil. Rev Bras Cancerol. 2020;66(1):e-08455.
Araújo Filho RC, Cardoso MS, Cardoso AJ, Pereira JR, Souza EH, Macedo CB. Fatores etiológicos das mutilações bucomaxilofaciais em pacientes atendidos no serviço de prótese buco da FOP/UPE. Odontol Clín-cient. 2006;5(3):203-86.
Goiato MC, Mancuso DN, Fernandes AUR, Dekon SFC. Estudo sobre as causas mais frequentes de perdas oculares. Arq Odontol. 2004;40(3):207-86
Araújo CR, Meyer GA, Souza IA. Prevalência de próteses bucomaxilofaciais na Faculdade de Odontologia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública em Salvador, Bahia. Rev portuguesa de estomatologia, medicina dentária e cirurgia maxilofacial. 2009;50(3):133-39.
Hatamleh MM, Alnazzawi AA, Abbariki M, Alqudah N, Cook AE. Survey of ocular prosthetics rehabilitation in the United Kingdom, part 2: anophthalmic patients’satisfaction and acceptance. J Craniofac Surg. 2017;28(5):1297-301.
Becker C, Becker AM, Pfeiffer J. Health-related quality of life in patients with nasal prosthesis. Journal of Cranio-Maxillofacial Surgery. 2016;44(1):75–9.
Brandão TB, Vechiato AJF, Batista VES, Ribeiro ACP, Nary HF, Chilvarquer I, et al. Assessment of treatment outcomes for facial prostheses in patients with craniofacial defects: a pilot retrospective study. Journal of Cranio-Maxillofacial Surgery. 2017;118(2):235–41.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Fernada Putz Pereira, Isadora Mello de Carvalho, Jonas de Almeida Rodrigues, Jefferson Tomio Sanada, Adriana Corsetti

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Todos os trabalhos publicados nesta revista adotam uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 (CC BY 4.0), e seu uso deve ser feito sob essas condições de licenciamento. Os autores concedem à revista o direito de primeira publicação e têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicado nesta revista, como publicar em repositório institucional, com reconhecimento de autoria e publicação inicial.