Imagens, vozes e identidade nas práticas artísticas latino-americanas
DOI:
https://doi.org/10.22456/2179-8001.136205Palavras-chave:
Práticas artísticas latino-americanas, Vozes, Espaço da aparência, IdentidadeResumo
A partir de uma posição crítica, com relação à importância que o visual assume tanto na esfera pública política geral quanto no domínio específico da arte, o artigo discute o modo como as identidades se estruturam sob perspectivas coloniais, sexuais e de gênero, em um espaço público conformado à noção arendtiana de espaço da aparência. Enquanto muitas artistas feministas propõem uma articulação de suas práticas com uma crítica da visualidade, investindo em produções sonoras e textuais – como Narcisa Hirsch, Rubiane Maia e Gloria Camiruaga –, em paralelo, feministas negras vêm destacando a potência das vozes e da fala ao enfrentar opressões interseccionalizadas. Interessa aqui uma aproximação entre a dimensão política da arte, produzida recentemente na América Latina, e discussões levantadas por teorias políticas no que se refere às produções de identidades.
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