Considerações acerca do endereçamento lírico na poesia de Neide Archanjo
DOI:
https://doi.org/10.22456/1981-4526.151531Palavras-chave:
Endereçamento lírico, subjetividade, Neide ArchanjoResumo
A partir da leitura de poemas retirados de diferentes livros da poeta paulista Neide Archanjo, em especial de Primeiros ofícios da memória (1964) e de Escavações (1980), pretende-se investigar alguns dos modos de endereçamento utilizados pela autora, procurando compreender neles o gesto expansivo dessa subjetividade que parece só se realizar quando se dirige ao mundo, seja por meio da busca, da falta ou do combate. Para tanto, recorre-se a autores como Silviano Santiago, Joëlle de Sermet, Jonathan Culler, dentre outros, que têm se ocupado da reatualização da discussão em torno do endereçamento. Na poesia archanjiana, nota-se que o insistente endereçamento a interlocutores, nomeados ou não, traduz um desejo (quase sempre frustrado) de ser correspondido.
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