MINHA HISTÓRIA COM AS ARTES CULINÁRIAS DO POVO INDÍGENA TERENA

EXPERIÊNCIA, AGÊNCIA E LUTA INDÍGENA

Autores

  • Kalymaracaya Mendes Nogueira Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS

Resumo

Este artigo é etnografia e narrativa autobiográfica de uma mulher terena, chef de cozinha e antropóloga, que usa as práticas culinárias de seu povo como lentes para estudar a agência e resistência cultural. O foco central é o hî-hî, um bolinho de mandioca cozido em folha de bananeira, preparado para durar meses (soleado). Narrativas de infância e a história de minha avó conectam o hî-hî a memórias ancestrais e à luta terena. O prato, cuja receita é um ritual que reforça a conexão com a terra e a oralidade, transcende o alimento, sendo arte culinária viva. Argumento que a manutenção do hî-hî e de outras tradições, como a dança do Bate-Pau (hiokéxoti kipa’e), são atos de resistência contra o colonialismo e a degradação ambiental. Minha dupla identidade profissional chef e antropóloga reflete a luta por protagonismo e a descolonização do saber, afirmando a cozinha terena como um território de luta política e epistemológica.

 

Palavras chave: Autobiografia, Resistência cultural. Protagonismo Indígena.

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Publicado

2026-05-16

Como Citar

MENDES NOGUEIRA, Kalymaracaya. MINHA HISTÓRIA COM AS ARTES CULINÁRIAS DO POVO INDÍGENA TERENA : EXPERIÊNCIA, AGÊNCIA E LUTA INDÍGENA. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 20, n. 1, p. 209–233, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/150485. Acesso em: 3 ago. 2026.

Edição

Seção

AUTORES INDÍGENAS