“NÃO É PRA TODO MUNDO QUE A GENTE ABRE O CORAÇÃO”

REFLEXÕES EPISTEMOLÓGICAS A PARTIR DE TRAJETÓRIA DE PESQUISA COM OS ANACÉ, CAUCAIA, CEARÁ

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-6524.141056

Resumen

A partir da trajetória acadêmica de elaboração da tese de doutorado acerca do povo indígena Anacé e o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, Ceará, busco apresentar e refletir sobre os limites, as possibilidades e os aprendizados no trabalho e na pesquisa com povos indígenas, o que traz desafios para a construção de uma epistemologia comprometida com esses coletivos. Tal epistemologia deve assegurar princípios outros, que superem as separações sujeito/objeto, natureza/cultura, tão funcionais ao capitalismo, problematizando, ainda, o clássico cânone do distanciamento necessário para construção de uma produção acadêmica isenta. A chegada, a permanência e a produção indígena nas Universidades trazem importantes tensionamentos para as bases da ciência ocidental-capitalista, apontando para a necessidade de descolonizar metodologias e todo o arcabouço epistêmico e ontológico que fundamentou, durante séculos, a pesquisa sobre povos indígenas, exigindo uma produção acadêmica compromissada e comprometida com esses coletivos.

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Publicado

2024-08-31

Cómo citar

NÓBREGA, Luciana Nogueira. “NÃO É PRA TODO MUNDO QUE A GENTE ABRE O CORAÇÃO” : REFLEXÕES EPISTEMOLÓGICAS A PARTIR DE TRAJETÓRIA DE PESQUISA COM OS ANACÉ, CAUCAIA, CEARÁ. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 18, n. 2, p. 218–244, 2024. DOI: 10.22456/1982-6524.141056. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/141056. Acesso em: 15 sep. 2026.

Número

Sección

DOSSIÊ