A economia de Pernambuco na primeira metade do século XIX: observações sobre a questão da decadência, ciclos e desigualdade regional
The Economy of Pernambuco in the First Half of the Nineteenth Century: Decline, Cycles, and Regional Inequality
DOI:
https://doi.org/10.22456/2176-5456.153390Resumen
Em Formação Econômica do Brasil, Celso Furtado afirma que, em razão da queda dos preços internacionais do açúcar e do algodão, as províncias do Nordeste — notadamente Maranhão, Bahia e Pernambuco — teriam atravessado um período de substancial contração de suas rendas per capita já na primeira metade do século XIX. O objetivo deste artigo é verificar a robustez dessa hipótese para o caso pernambucano. A partir de dados tributários, que cobrem o período de 1799 até o início da segunda metade do século, mostramos que Furtado parece ter sido excessivamente pessimista em relação a essa província. Embora o desempenho econômico não tenha sido brilhante, Pernambuco encerra a década de 1840 em um cenário de enriquecimento relativo, superando a Bahia e assumindo o posto de segunda maior arrecadação alfandegária do Império. Ainda que o Nordeste viesse perdendo participação na economia nacional desde pelo menos a década de 1830, é no último quarto do século que a decadência relativa da região, incluindo Pernambuco, se torna mais intensa.
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Derechos de autor 2026 Alexandre Flavio Silva Andrada, Andrea Lucchesi

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