COMÉRCIO INTERNACIONAL, DISTRIBUIÇÃO DE RENDA E PREFERÊNCIAS NÃO-HOMOTÉTICAS
EVIDÊNCIAS PARA A ECONOMIA BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.22456/2176-5456.100518Palavras-chave:
Distribuição de Renda, Preferências Não-Homotéticas, Modelo GravitacionalResumo
O objetivo central do presente artigo é examinar se a desigualdade na distribuição de renda afeta de alguma forma a composição do comércio internacional realizado pelos três estados da região Sul do Brasil – Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina –, entre os anos de 2000 e 2015, por meio da adoção da hipótese de não homoteticidade das preferências. Em outras palavras, busca-se verificar se as características dos produtos exportados por esses estados variam conforme o grau de desigualdade de renda do país para o qual se está exportando. Para atingir tal objetivo, em um primeiro momento, foram classificados os bens comercializados internacionalmente em homogêneos e diferenciados a partir do critério de Rauch, e, em um segundo momento, os bens diferenciados foram considerados como “luxo” e os bens homogêneos como “necessários”, conforme abordagem de Bergstrand. Posteriormente, esse resultado foi utilizado como variável dependente em um modelo gravitacional de comércio modificado no qual os parâmetros foram estimados a partir das técnicas econométricas de Pooled OLS, painel com efeitos fixos e aleatórios, e Pseudo Máxima Verossimilhança de Poisson (PPML). Os resultados obtidos confirmam a não homoteticidade das exportações dos estados do Sul do Brasil para seus principais parceiros, pois uma piora na desigualdade de renda dos países importadores aumenta as exportações de bens de luxo para esses países, enquanto ocorre o oposto no caso de bens necessários.
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