Aspectos diagnósticos e terapêuticos de osteossarcoma em cão
DOI:
https://doi.org/10.22456/1679-9216.145486Palavras-chave:
osteossarcoma canino, neoplasia ósseaResumo
Contexto: O osteossarcoma, o tumor ósseo maligno mais comum em cães, é caracterizado pela proliferação de células mesenquimais com diferenciação osteoblástica, que são responsáveis pela produção de osteoide. Em casos apendiculares, as manifestações clínicas incluem dor, claudicação e inchaço do membro afetado. Este tumor é altamente agressivo, com uma tendência acentuada para metástase, principalmente para os pulmões, destacando a importância do diagnóstico precoce e estadiamento abrangente do tumor. O tratamento geralmente envolve intervenção cirúrgica e terapias adjuvantes, como quimioterapia. Este estudo teve como objetivo relatar um caso clínico de osteossarcoma em um cão.
Caso: Um Rottweiler macho intacto de 7 anos de idade, pesando 50 kg, foi levado a um hospital veterinário com uma queixa primária de claudicação do membro pélvico direito. O cão tinha um histórico de 2 meses de dificuldade leve para mover o mesmo membro. O exame físico revelou crepitação na tíbia distal e fíbula do membro pélvico direito, acompanhada de inchaço localizado, dor e dificuldade para suportar peso. Exames de sangue, incluindo hemograma completo e bioquímica sérica (alanina aminotransferase e creatinina), não mostraram anormalidades. A avaliação radiográfica do membro revelou uma fratura patológica na diáfise distal da tíbia e fíbula direitas, secundária a uma lesão óssea proliferativa. A citologia por aspiração por agulha fina sugeriu neoplasia mesenquimal, provavelmente osteossarcoma, com osteomielite como diagnóstico diferencial. As radiografias de tórax não mostraram evidências de metástase, mas a ultrassonografia abdominal revelou um trombo mineralizado na veia cava caudal, potencialmente de origem neoplásica ou metastática. Com base na suspeita clínica de osteossarcoma, amputação e biópsia do membro foram realizadas. A análise histopatológica confirmou o diagnóstico de osteossarcoma, e a quimioterapia foi recomendada para tratamento posterior.
Discussão: O osteossarcoma é um tumor ósseo maligno primário comumente diagnosticado em raças de cães grandes e gigantes. Ele afeta predominantemente cães de meia-idade a mais velhos com alto peso corporal e ocorre mais frequentemente em machos. A raça, idade, sexo e peso do paciente neste caso correspondiam aos fatores predisponentes típicos associados a esta doença. Os sinais clínicos, incluindo claudicação, dor, inchaço, dificuldade de suportar peso, letargia e hiporexia, estão alinhados com os relatados na literatura. No entanto, esses sinais são inespecíficos, tornando o diagnóstico definitivo desafiador. Os exames laboratoriais geralmente não apresentam nada de especial, embora níveis elevados de fosfatase alcalina possam ter valor prognóstico. Os achados radiográficos neste caso revelaram características marcantes de uma lesão óssea proliferativa, e a citologia por aspiração por agulha fina forneceu evidências de suporte para um diagnóstico de osteossarcoma. Esses achados orientaram a tomada de decisão pré-operatória. Neste caso, nenhuma metástase evidente foi identificada. Embora as radiografias de tórax e a ultrassonografia abdominal não tenham indicado metástases evidentes, a tomografia computadorizada teria sido ideal para um estadiamento mais preciso. A amputação de membros continua sendo o método mais eficaz para analgesia associada a tumores ósseos primários e para retardar ou prevenir doença metastática. Neste caso, a amputação foi realizada, e a análise histopatológica confirmou o osteossarcoma. A quimioterapia foi subsequentemente recomendada para estender a sobrevida e controlar possíveis metástases.
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