A memória afrodescendente nos museus brasileiros: o caso do Museu Mariano Procópio

Maraliz de Castro Vieira Christo

Resumo


O Museu Mariano Procópio originou-se de uma coleção particular, formada entre os séculos XIX e XX, por Alfredo Ferreira Lage, e doada por este ao município de Juiz de Fora. Ao identificarmos representações de afrodescendentes no acervo, nos interrogamos sobre sua procedência. Pode-se agrupá-las em três categorias: as adquiridas pela instituição, reforçando um discurso conservador; aquelas doadas pelos  próprios artistas difundindo seus trabalhos; e, a maioria, as que receberam o prêmio aquisitivo da prefeitura, quando expostas no Salão da Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras, entre os anos de 1950 a 1980, e foram alocadas no museu, rompendo antigos cânones.


Palavras-chave


Memória afrodescendente. Museu Mariano Procópio.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2179-8001.98275

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PORTO ARTE: e-ISSN 2179-8001


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