George Rousse, a arte de habitar do viajante

Anaïs Lelièvre

Resumo


O artigo explora a postura paradoxal de Georges Rousse que, se definindo como um “artistaviajante”, realiza instalações e as fixa através da fotografia. Como podemos ao mesmo tempo habitar e viajar? Cruzando a obra de Georges Rousse com o “Quadriparti” de Heidegger, com a “casa natal” de Bachelard e a poesia de Hölderlin, testaremos a hipótese que habitar consiste em fazer mutações no espaço de tal maneira que migramos para o lugar. Estudaremos como se opera uma mutação na paisagem distante em um lugar relacional, depois como o habitante migra da exterioridade a uma interioridade carnal, enfim, como o habitar se redefine por sua extensão do campo cotidiano, àquele da arte. O nomadismo seria a maneira de habitar do artista que só se manteria criador por uma migração, sempre reativada, do habitual ao inabitual?

Palavras-chave


Georges Rousse; momadismo; migração; mutação.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2179-8001.23327

Direitos autorais 2011 Anaïs Lelièvre

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PORTO ARTE: e-ISSN 2179-8001


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