A biblioteca, a sobrevivência e o sonambulismo da história

Autores

  • Larissa Costa da Mata Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-8915.65216

Resumo

Flávio de Carvalho, no relato de viagens Os ossos do mundo (1936), bem como na série de ficção-teórica “Os gatos de Roma/Notas para a reconstrução de um mundo perdido” (Diário de S. Paulo, 1957-1958) dialoga com inúmeras disciplinas (a estética, a psicanálise, a antropologia, a literatura). Portanto, o seu pensamento se insere em um espaço híbrido constituído pela afinidade entre os mecanismos, e não pelos limites de um gênero. Dada a sua proximidade com a antropologia social inglesa e com a obra de Jacob Burckhardt, esses textos se remetem ao método do historiador da arte Aby Warburg de organizar a sua biblioteca e às colaborações deixadas por Edgar Wind no Journal of the Warburg and Courtauld Institutes (1937; 1938-1939). Esses intelectuais recorrem à relação entre a antropologia e a estética para formularem uma noção gestual de imagem e de tempo como sobrevivência.

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Biografia do Autor

Larissa Costa da Mata, Universidade de São Paulo

Atualmente é pós-doutoranda júnior do CNPq junto ao Programa de Pós-Graduação de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo.

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Publicado

2016-11-30

Como Citar

COSTA DA MATA, L. A biblioteca, a sobrevivência e o sonambulismo da história. Organon, Porto Alegre, v. 31, n. 61, 2016. DOI: 10.22456/2238-8915.65216. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/organon/article/view/65216. Acesso em: 6 abr. 2025.