O FIM DA ERA MUGABE NO ZIMBÁBUE: MUDANÇA OU CONTINUIDADE?

Nathaly Silva Xavier Schütz

Resumo


Em novembro de 2017, depois de 37 anos, encerrou-se o governo de Robert Mugabe no Zimbábue. A mudança no poder é um marco na história do país e do Continente Africano como um todo. O objetivo do artigo é analisar os fatores que condicionaram a queda do poder de Mugabe e as possíveis mudanças no contexto político do país. Parte-se do pressuposto de que as relações externas do país, aliadas às divisões internas do partido, condicionaram a crise que culminou com o fim do governo de Mugabe. A postura de não interferência nos assuntos domésticos tanto dos vizinhos africanos, quanto do principal parceiro econômico do Zimbábue, a China, da mesma forma que possibilitou a manutenção de Mugabe no poder ao longo de quase quatro décadas, também propiciou que a transição para Mnangagwa, assistida pelos militares, ocorresse sem maiores intercorrências. As disputas internas da ZANU-PF, por sua vez, alimentadas pela necessidade cada vez maior de que Mugabe indicasse um sucessor, gradualmente, foram enfraquecendo o poder de Mugabe e criando novas alianças. A mudança na figura de liderança do país, todavia, não parece indicar alterações significativas nas condições políticas do país, nada obstante algumas modificações na condução da economia possivelmente ocorram.

Palavras-chave


África; crise política; Zimbábue.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2448-3923.81803

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Revista Brasileira de Estudos Africanos (RBEA)

e-ISSN 2448-3923; ISSN 2448-3907

Publicação do CEBRAFRICA/UFRGS