A (SUB)COMPETÊNCIA TERMINOLÓGICA NA FORMAÇÃO DE TRADUTORES E INTÉRPRETES PORTUGUÊS<>LIBRAS: PROPOSTA DE METODOLOGIA INOVADORA A PARTIR DA UNIVERSIDADE AUTÔNOMA DE BARCELONA
Resumen
No Brasil, cresce a atuação de tradutores e intérpretes de Libras em espaços formais como pronunciamentos políticos, campanhas de saúde e processos seletivos nacionais, nos quais predomina a linguagem técnico-científica. Diante dessa demanda, esses profissionais ampliam os estudos sobre termos de especialidade. A tradução técnica mantém relação estreita com a Terminologia (CABRÉ, 1999, 2001a, 2001b; BEVILACQUA, 2013, 2017, 2018); porém, no Brasil, o manejo de terminologias tem sido aprendido fundamentalmente na prática, pois o tema não integra as grades curriculares. Conforme Bevilacqua e Cereses (2018), é possível desenvolver a (sub)competência terminológica por meio de formações acadêmicas. Este artigo, recorte de um pós-doutorado, objetiva apresentar a proposta de extensão em um Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução com foco no ensino de estratégias para o desenvolvimento da (sub)competência terminológica. Para tanto, analisa a estrutura acadêmica aplicada na formação de tradutores da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), importante centro de referência no ensino de competências tradutórias. A pesquisa, de natureza qualitativa (GIL, 2008), fundamenta-se na formação de tradutores (HURTADO ALBIR, 2001, 2005; VASCONCELLOS e AZEVEDO, 2013; GONZÁLEZ DAVIES, 2004). A hipótese é que a formação terminológica contribui para o desenvolvimento da (sub)competência terminológica, fundamental para a tradução e interpretação técnico-científicas.
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