REATIVA E EMERGENCIAL: A POLÍTICA DE TRADUÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE LIBRAS E LÍNGUA PORTUGUESA EM DOMÍNIO UNIVERSITÁRIO

Translation and interpreting policy between Brazilian Sign Language (Libras) and Portuguese in the university domain

Autores/as

Resumen

A garantia de direitos linguísticos mediante tradução e interpretação se tornou um imperativo para instituições de ensino superior com matrícula de estudantes surdos que têm a língua brasileira de sinais (Libras) como primeira língua desde o início do século XXI. Este artigo parte de um estudo de caso para discutir políticas de tradução e interpretação de Libras e língua portuguesa no domínio universitário. Para tanto, com base no modelo teórico de políticas linguísticas de Spolsky e em autores dos estudos da tradução que discutem políticas de tradução, analisa entrevistas com participantes que possuem relação direta e indireta com as atividades de tradução e interpretação em uma instituição pública federal de ensino superior. Em quase três décadas da oferta de tradução e interpretação desse par linguístico na universidade, observa-se a constituição de uma política que, diante da precarização do serviço público, opera sob uma lógica reativa no atendimento a demandas emergenciais de tradução e interpretação. Considera-se que esta lógica impõe um desafio para o campo ao fragilizar os modos de garantir direitos linguísticos de pessoas surdas no ensino superior e precarizar o trabalho de tradutores e intérpretes.

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Biografía del autor/a

Andrew Victor Thomé Bizzo, Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)

Mestre em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), bacharel em Letras-Libras pela mesma instituição. É tradutor e intérprete de Libras e língua portuguesa, compondo o Setor de Tradução e Interpretação em Libras (STIL) da Ufes. Integra o Círculo de Estudos Indisciplinares com Línguas de Sinais (Ceilis) e o Grupo Interinstitucional de Pesquisa em Educação de Surdos (Gipes).

Pedro Henrique Witchs, Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)

Doutor e mestre em Educação e licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). É professor do Departamento de Línguas Vernáculas e do Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Líder do Círculo de Estudos Indisciplinares com Línguas de Sinais (Ceilis) e vice-líder do Grupo Interinstitucional de Pesquisa em Educação de Surdos (Gipes). Bolsista de produtividade em pesquisa da Fapes.

Publicado

2026-08-29

Número

Sección

Artigos