FIGURAÇÕES DE PESSOA-PLANTA:
TRADUZINDO O POEMA “LES PUR-SANG”, DE AIMÉ CÉSAIRE, À LUZ DOS ENSAIOS DE SUZANNE CÉSAIRE
Resumo
Há conversa e convergência entre os ensaios de Suzanne Roussi Césaire e os poemas de Aimé Césaire. Lilian Pestre de Almeida, no posfácio da edição de A grande camuflagem (2021), aponta algumas delas: passagens de Aimé citadas por Suzanne e passagens de Suzanne retomadas e retrabalhadas por Aimé. Ambos interrogam a identidade martinicana e seu cruzamento específico de passado colonial, presente assimilado e futuro desejado; em ambos recorrem figurações da natureza e, particularmente, na poesia de Aimé Césaire, figurações de pessoa-planta. Apresento aqui a noção de pessoa-planta formulada em dois ensaios de Suzanne Césaire e a tradução do poema “Les purs-sang”, de Aimé Césaire, que figura poeticamente essa noção.
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