PERCEPÇÕES DE TRABALHADORES DA COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL CRESOL CHAPECÓ: UM ESTUDO DE CASO SOBRE O PRONAF
Mots-clés :
Agricultura Familiar. Pronaf. Cresol Chapecó. Percepções.Résumé
Esta pesquisa teve por objetivo apresentar percepções de trabalhadores da cooperativa Cresol Chapecó em relação à agricultura familiar, cooperativismo de crédito e sobre o Pronaf. Em termos metodológicos este estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa. Partiu-se de uma revisão de literatura e em seguida realizou-se uma pesquisa de campo para coleta de dados. Procedeu-se 16 entrevistas com trabalhadores da Cresol Chapecó. A análise dos dados foi realizada através de análise de conteúdo. Os principais resultados podem ser sintetizados em: i) reconhecimento dos trabalhadores da Cresol Chapecó que o agricultor familiar é o protagonista da cooperativa; ii) entendimento sobre diferenciação dos serviços prestados pela Cresol Chapecó em relação as demais instituições do sistema bancários; iii) valorização dos princípios institucionais da cooperativa que visam o desenvolvimento dos agricultores familiares associados; iv) percepção que o programa Pronaf, quando investido adequadamente é capaz de melhorar as condições de trabalho e renda do segmento rural familiar. Esta pesquisa oportunizou um espaço para as percepções dos trabalhadores da cooperativa Cresol Chapecó em relação à relevância da agricultura familiar, cooperativismo de crédito e a própria atuação da Cresol Chapecó na operacionalização e gestão dos recursos do Pronaf.
Téléchargements
Références
ABRAMOVAY, Ricardo. O futuro das regiões rurais. Porto Alegre: UFRGS, 2003.
ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. O planejamento de pesquisas qualitativas. In: ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo; Pioneira Thomson Learning; 2 ed; 2001.
AQUINO, Joacir Rufino; SCHNEIDER, Sergio. O Pronaf e o desenvolvimento rural brasileiro: avanços, contradições e desafios para o futuro. In: Catia Grisa; Sergio Schneider. (Org.). Políticas Públicas de Desenvolvimento Rural. 1.ed.Porto Alegre: UFRGS, 2015, v. 1, p. 53-81.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Ed. rev. e ampl. São Paulo: Edições 70, 2016.
BRASIL. Banco Central do Brasil. Anuário Estatístico do Crédito Rural, 1996-2017.2017. Disponível em: http://www.bcb.gov.br/ . Acesso em: 01 fev. 2018.
BÚRIGO, Fábio Luiz. Cooperativa de crédito rural: agente de desenvolvimento ou banco comercial de pequeno porte. Chapecó: Argos, 2007.
______. Finanças e solidariedade: cooperativismo de crédito rural solidário no brasil. Chapecó: Argos, 2010.
CAZELLA, Ademir Antonio; BERRIET-SOLLIEC, Marielle. O papel das cooperativas de crédito na territorialização das políticas de apoio à agricultura familiar – O caso do movimento cooperativo no estado de Santa Catarina. In: ENCONTRO DE PESQUISADORES LATINOAMERICANOS DE COOPERATIVISMO, 5, Ribeirão Preto - SP, 2008. Anais... Ribeirão Preto, 2008.
CAZELLA, Ademir Antonio et. al. Políticas Públicas de Desenvolvimento Rural no Brasil: o dilema entre inclusão produtiva e assistência social. Política & Sociedade - Florianópolis - Vol. 15 - Edição Especial – 2016.
CRESOL CENTRAL SC/RS. Disponível em: http://www.cresolcentral.com.br . Acesso em 17 de fev. de 2018.
DANESHVAR, Cameron. La inclusión financiera de pequenos productores rurales: tendencias y desafíos. In: VILLARREAL, Francisco G. (Editor). Inclusión financiera
de pequenos productores rurales. Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL) - Santiago, septiembre de 2017.
COSTA, Francisco de Assis. Sete teses sobre o mundo rural brasileiro: antíteses. Revista da ABRA, edição especial, jul. 2013.
ECHEVERRI PINILLA, Ana. Guía para la generación participativa de políticas públicas diferenciadas para la agricultura familiar. Instituto Interamericano de Cooperación para la Agricultura – Chile : IICA, 2017.
FAWAZ-YISSI, Maria Julia. et. al. Una mirada de género en procesos de desarrollo rural en chile: perspectivas y desafíos para una extensión rural con enfoque de género. In: 1ª Conferencia regional del GIPPAF. Universidad, agricultura familiar y políticas públicas. 2018.
FEITO, Carolina. Aportes del foro de universidades nacionales para la agricultura familiar
de argentina al debate previo a la sanción de la ley nacional de agricultura familiar. In: 1ª Conferencia regional del GIPPAF. Universidad, agricultura familiar y políticas públicas. 2018.
GAZOLLA, Marcio; SCHNEIDER, Sergio. Qual “Fortalecimento” da agricultura familiar? Uma análise do Pronaf crédito de custeio e investimento no Rio Grande do Sul. Revista de Economia e Sociologia Rural, Piracicaba, v. 51, n. 1, p. 45-68, jan./mar. 2013.
GODOY, Arllda Schmidt; Estudo de caso qualitativo. In: GODOI, Christiane Kleinübing; BANDEIRA-DE-MELLO, Rodrigo; SILVA, Anielson Barbosa da. Pesquisa qualitativa em estudos organizacionais: paradigmas, estratégias e métodos. São Paulo: Saraiva, 2007.
GRISA, Catia; SCHNEIDER, Sergio. Três gerações de políticas públicas para a agricultura familiar e formas de interação entre sociedade e Estado no Brasil. In: GRISA, Catia; SCHNEIDER, Sergio. Políticas públicas de desenvolvimento rural no Brasil. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2015.
KREUTZ, Lúcio. O professor paroquial: magistério e imigração alemã. Porto Alegre: Ed. da Universidade; Florianópolis: Ed. da UFSC; Caxias do Sul, RS: EDUSC, 1991.
MAGRI, Cledir A.; GABRIEL JUNIOR, Egon. Cresol Dona Emma: 10 anos gerando desenvolvimento sustentável. Passo Fundo: IFIBE, 2011.
MATTEI, Lauro. Pronaf 10 anos: mapa da produção acadêmica. Brasília: MDA, 2006.
________. Políticas públicas de apoio à agricultura familiar: o caso recente do Pronaf no Brasil. Raízes, Campina Grande, v. 35, n. 1, jan./jun. 2015.
MOREIRA, Vilson Alves. Educação do campo e docência no contexto da agricultura familiar: o Programa Escola Ativa (PEA/MEC) no município de Salinas - MG. 2013. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Rural) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013.
PATTON, M. Q. Qualitative Analisys and Interpretation. In: PATTON. M. Q. Qualitative Research & Evaluation Methods. Thousand Oaks: SAGE, 2000.
PICINATTO, Abner Geraldo; CAMPOS, Arnoldo Anacleto de; BITTENCOURT, Gilson Alceu; BIANCHINI, Valter. Cartilha do Pronaf Crédito. Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais. 2000.
SCHNEIDER, Sergio (Org.). A diversidade da agricultura familiar. 2. ed. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2009.
________. La agricultura familiar en América Latina. In: FIDA. La agricultura familiar
en América Latina: un nuevo análisis comparativo. 2014
SEYFERTH, Giralda. Campesinato e o Estado no Brasil. RAMBO, v. 17, n. 2, p. 395-417, 2011.
STAKE, Robert E. QUALITATIVE RESEARCH: studying how things work. Guilford Press, 2010.
VALENCIA, Mireya. Análisis transversal de los estudios realizados. In: ADIB, Alberto; ALMADA, Fátima. (Coords.). Políticas públicas y marcos institucionales para la agricultura familiar en América Latina. Instituto Interamericano de Cooperación para la Agricultura – Chile: IICA, 2017.
YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.
WANDERLEY, Maria de Nazareth Baudel. Raízes do campesinato brasileiro. In: TEDESCO, João Carlos. (Org.). Agricultura familiar: realidades e perspectivas. 3. ed. Passo Fundo: EDIUPE, 2001.
______________. “Franja Periférica”, “Pobres do Campo”, “Camponeses”: dilemas da inclusão social dos pequenos agricultores familiares. In: DELGADO, Guilherme Costa; BERGAMASCO, Sonia Maria Pessoa Pereira. Agricultura Familiar Brasileira: Desafios e Perspectivas de Futuro. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2017. p. 66-83.