A IMPORTÂNCIA DA ATER PARA A AGRICULTURA FAMILIAR DO TERRITÓRIO DO SERTÃO OCIDENTAL DE SERGIPE

Auteurs

  • João Ernandes Barreto Nascimento Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Fernana Viana de Alcantara Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • José Eloízio da Costa Universidade Federal de Sergipe
  • Marcelo Alves Mendes Universidade Federal de Sergipe

Mots-clés :

Agricultura familiar, ATER, inserção produtiva.

Résumé

O objetivo do presente trabalho consiste em destacar a importância da ATER pública para o desenvolvimento da agricultura familiar do Território do Sertão Ocidental de Sergipe. Além da fundamentação teórica, ressalta-se a coleta de dados secundários no IBGE, Censos agropecuários e realização de pesquisas de campo no Território do Sertão Ocidental de Sergipe, com a aplicação de 60 questionários (em três dos seus 19 municípios), assim como entrevista realizada com a principal entidade responsável pela ATER em Sergipe EMDAGRO. Também realizou-se entrevistas com alguns secretários de agricultura municipais, representantes de associações e uma empresa de ATER privada. Sendo estes os principais caminhos para analisar os desafios e perspectivas que envolvem a efetividade da ATER pública como uma estratégia capaz de alavancar o desenvolvimento no recorte espacial analisado. É possível afirmar que a ATER pública constitui-se como uma ação que enfrenta grande dificuldade em atender um público considerável de agricultores. Pois mesmo diante do reconhecimento da sua importância para a efetivação de ações de desenvolvimento rural, percebe-se que o quadro de funcionários e o poder de articulação entre os atores do território em questão, atuam como obstáculos para agricultores familiares do território. Ainda assim, quando comparam-se os receptores de ATER com o grupo que não a recebe, verifica-se melhores índices socioeconômicos do primeiro grupo, por isso a importância de se ampliar ATER no território do Sertão Ocidental de Sergipe.

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Bibliographies de l'auteur

João Ernandes Barreto Nascimento, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Geógrafo licenciado pela Universidade Federal de Sergipe. Mestrando em Geografia (bolsista da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UESB), vinculado ao Programa de Pós-graduação da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - PPGeo/UESB (Inserido na linha de pesquisa: Produção dos espaços rurais e urbanos). Tem experiência em pesquisas sobre a produção dos espaços rurais e ensino de geografia. É integrante do GDRR/UFS/CNPq (Grupo de Pesquisa Sobre Dinâmica Rural e Regional), com estudos concentrados na análise da agricultura familiar, diversificação do trabalho e desenvolvimento rural, importantes na compreensão da produção das relações no meio rural do/no espaço geográfico contemporâneo. É membro da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER), Sociedade Científica, Cultural e Educacional que tem o objetivo de desenvolver as ciências sociais rurais (Administração, Economia, Extensão, Comunicação e Sociologia Rural), e suas correlatas. Desenvolveu de maneira voluntária (2014-2015), o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), com a temática voltada para o estudo da Agricultura Familiar e Pluriatividade no Rural/Urbano de Areia Branca e Moita Bonita. Foi bolsista (2015-2016) do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com análise concentrada na compreensão da Pluriativa como Estratégia para o Fortalecimento da Agricultura Familiar no Agreste de Itabaiana. Foi integrante (2013-2016) do projeto: A perspectiva pluriativa como estratégia de fortalecimento de políticas públicas para agricultura familiar no Alto Sertão do São Francisco (financiado pelo CNPq).

Fernana Viana de Alcantara, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Professora doutora em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe - UFS - com Estagio do Programa de Doutorado Sanduíche - CAPES na Universidade de Lisboa. Possui graduação em Licenciatura Plena Em Geografia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2000), especialização em Geografia e Desenvolvimento Local pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe (2007). Atualmente é professora adjunta 40 horas no curso de Licenciatura e Pos-Graduação em Geografia do Departamento de Geografia e Vice-Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Geografia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia e Desenvolvimento Territorial, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino de geografia, desenvolvimento regional, políticas públicas, desenvolvimento territorial rural, meio ambiente e em coordenação da área de Ciências Humanas. E também atuou no ensino superior dos cursos de graduação e pós-graduação do Instituto Superior de Teologia Aplicada (INTA), e membro dos Grupos de Pesquisa: Transformações no Mundo Rural e Trabalho Mobilidade do Trabalho e Relação Campo-Cidade, desenvolvendo atividades nos Projetos Gestão dos Territórios Rurais e Desenvolvimento Territorial e Politicas Publicas: As Intervenções no Espaço Rural e membro do Núcleo de Extensão em Desenvolvimento Territorial do Território do Sudoesta - BA (Edital CNPq/MDA/SPM-PR Nº 11/2014).

José Eloízio da Costa, Universidade Federal de Sergipe

É graduado em Geografia - LIcenciatura Plena pela Universidade Federal de Sergipe, e também graduação em Direito, pela mesma instituição (2001). É Mestre em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe (1992) e Doutorado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista - Campus de Rio Claro (1999) na área de concentração Organização do Espaço. É Professor Associado IV do Departamento de Geografia e membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Sergipe. Orienta nos três níveis: graduação (PIBIC e PIBIT), mestrado e doutorado. É líder do Grupo de Pesquisa Sobre Transformações no Mundo Rural, credenciado no CNPq e certificado pela instituição, onde agrega diversos projetos de pesquisa na área de Desenvolvimento Rural. Na Graduação atua nas disciplionas de Geografia Humana (Geografia Econômica, Geografia Política e Geografia da Produção, Circulação e Consumo), e na Pós-Graduação em Tópicos Especiais com temas voltados à Legislação Agrária e Ambiental, além de disciplinas vinculadas a Questão Regional, particularmente aos estudos sobre a região Nordeste. Destaca-se as disciplinas vinculadas ao Desenvolvimento Rural. Suas pesquisas estão concentradas nos estudos sobre os Territórios Rurais e Cidadania, dos impactos socioterritoriais das microfinanças sobre o meio rural, das tecnologias sociais aplicadas nos segmentos dos agricultores familiares. É membro da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural, desde 2003 e da Rede Internacional em Desenvolvimento Territorial (RETE), na condição de sócio. Integra como membro do corpo editorial da Revista Geonordeste, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Sergipe. Nos últimos dez anos tem priorizado os estudos sobre o mundo rural, com ênfase nas questões rurais no Nordeste, especialmente nos impactos sociais e econômicos das políticas públicas voltadas para esse segmento, além dos estudos sobre desenvolvimento territorial rural e do microcrédito rural. Orienta no Programa onde estar vinculado, discentes que atuam na questão dos estudos rurais.

Marcelo Alves Mendes, Universidade Federal de Sergipe

Graduado em Geografia Licenciatura pela Universidade Federal de Sergipe (2002), mestrado (2005) e doutorado (2012) em Geografia Agrária e Regional pela UFS. É professor adjunto IV no curso de Geografia (DGEI/UFS), Coordenou as disciplinas Geografia Agrária e Geografia Regional dos Países Periférifcos da UAB/UFS. Líder do grupo de pesquisa sobre dinâmica rural e regional - GDRR/DGEI/UFS e membro pesquisador do grupo de pesquisa sobre transformações no mundo rural - NPGEO/UFS, ambos credenciados pelo CNPq. Atualmente é Diretor do Campus Prof. Alberto Carvalho/UFS.

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Dados coletados em:

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Publiée

2018-12-10