O ESTRANHAMENTO DO TRABALHADOR E A COLETIVIDADE DA VOZ NEGRA

um análise de Bell Hooks e Karl Marx

Autores/as

Palabras clave:

Teoria como prática libertadora, Feminismo Negro, Alienação, Transformação Social

Resumen

O presente ensaio aborda o conceito de “teoria como prática libertadora” desenvolvido pela autora Bell Hooks em sua obra “Ensinando a transgredir”. O objetivo do estudo é analisar como a teorização sobre a realidade social funciona como instrumento de cura e resistência para mulheres negras frente à opressão de gênero e racismo, bem como estabelecer paralelos entre o pensamento de Hooks e os de Karl Marx e Paulo Freire. A metodologia adotada consiste em revisão bibliográfica e análise crítica do capítulo “A teoria como prática libertadora”, relacionando-o às obras “A Ideologia Alemã” (Marx) e “A importância do ato de ler” (Freire). Os principais resultados indicam que Hooks argumenta que a teoria hegemônica, especialmente no feminismo acadêmico, frequentemente exclui mulheres de cor, reproduzindo cisões entre teoria e prática. Em contrapartida, a teorização vivida a partir da experiência pessoal e coletiva permite a cura, a libertação e a ação política. Observa-se ainda uma atualização do pensamento de Marx sobre alienação e práxis revolucionária no debate de Hooks, que incorpora as dimensões de gênero e raça. Conclui-se que a teoria, quando comprometida com um movimento feminista de massas, torna-se ferramenta de transformação social.

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Biografía del autor/a

Lucas Huber Rosa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Cientista Social formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Publicado

2026-06-08

Cómo citar

HUBER ROSA, Lucas. O ESTRANHAMENTO DO TRABALHADOR E A COLETIVIDADE DA VOZ NEGRA: um análise de Bell Hooks e Karl Marx. Revista Todavia, [S. l.], v. 10, n. 1, p. 01–06, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/revistatodavia/article/view/130055. Acesso em: 2 ago. 2026.