O ESTRANHAMENTO DO TRABALHADOR E A COLETIVIDADE DA VOZ NEGRA
um análise de Bell Hooks e Karl Marx
Parole chiave:
Teoria como prática libertadora, Feminismo Negro, Alienação, Transformação SocialAbstract
O presente ensaio aborda o conceito de “teoria como prática libertadora” desenvolvido pela autora Bell Hooks em sua obra “Ensinando a transgredir”. O objetivo do estudo é analisar como a teorização sobre a realidade social funciona como instrumento de cura e resistência para mulheres negras frente à opressão de gênero e racismo, bem como estabelecer paralelos entre o pensamento de Hooks e os de Karl Marx e Paulo Freire. A metodologia adotada consiste em revisão bibliográfica e análise crítica do capítulo “A teoria como prática libertadora”, relacionando-o às obras “A Ideologia Alemã” (Marx) e “A importância do ato de ler” (Freire). Os principais resultados indicam que Hooks argumenta que a teoria hegemônica, especialmente no feminismo acadêmico, frequentemente exclui mulheres de cor, reproduzindo cisões entre teoria e prática. Em contrapartida, a teorização vivida a partir da experiência pessoal e coletiva permite a cura, a libertação e a ação política. Observa-se ainda uma atualização do pensamento de Marx sobre alienação e práxis revolucionária no debate de Hooks, que incorpora as dimensões de gênero e raça. Conclui-se que a teoria, quando comprometida com um movimento feminista de massas, torna-se ferramenta de transformação social.
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