Insegurança pública e manipulação
o medo coletivo como ativo político no Brasil
Resumo
O artigo analisa criticamente o papel do medo coletivo como instrumento político na formulação e condução das políticas de segurança pública no Brasil. A partir de uma abordagem revisionista, tenta-se demonstrar que o medo não apenas reflete a realidade da violência, mas é frequentemente manipulado por atores políticos para justificar medidas autoritárias, simbólicas e ineficazes. A insegurança é explorada por discursos extremos - ora punitivistas, ora garantistas - que se revezam no poder sem gerar soluções consistentes. O medo, nesse contexto, converte-se em ativo político, legitimando práticas de controle social e impedindo avanços estruturais. O texto denuncia o uso utilitarista do medo, que privilegia ganhos políticos imediatos em detrimento do bem-estar coletivo. Ao fim, defende-se a superação da polarização ideológica por meio de políticas públicas baseadas em evidências, planejamento estratégico e respeito aos direitos fundamentais, de modo a restaurar a confiança social e a esperança num futuro livre do medo.
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